sábado, 24 de outubro de 2009


25 de outubro a igreja celebra o dia do primeiro santo brasileiro Frei Galvão

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade católico e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.


Biografia

O pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o "caçador de esmeraldas".
Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José.
Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro.
Estátua do frade em sua cidade natal, GuaratinguetáA 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.
Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766.
Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009


O poder da benção

Continuamos, hoje, nossa jornada rumo à graça de sermos libertos da maldição de toda contaminação maligna. E este texto de Efésios capítulo 6, versículo 10 ( “Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.” ): é muito propício para que tenhamos a couraça, a armadura para nos revestirmos contra as ciladas do inimigo. E precisamos nos educar na verdade. E a verdade é um aprendizado, por isso precisamos buscar essa verdade. Jesus disse: “Eu sou a verdade”. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Graças a Deus, o Brasil tem buscado esta verdade e isso nós vemos porque o Brasil é um dos países que mais investe na evangelização através de livros, CD’s, etc. Na Europa, por exemplo, não há muito material religioso.

O Papa, ainda quando cardeal, lançou o compêndio do Catecismo da Igreja Católica, e para quê isso? Para melhorar nossas vidas, para tornar mais fácil o nosso estudo da doutrina da Igreja Católica.

Eu quero falar uma coisa muito triste, mas eu tenho de falar: A ignorância tem levado muita gente para o inferno.

Vocês, pais, eduquem seus filhos na fé. A bênção de Deus está nas mãos de vocês. Se o Papa Bento XVI, que virá ao Brasil em maio de 2007, colocar as mãos na cabeça do seu filho, essa bênção não é maior do que a bênção de vocês pais. Não pense que você é o ‘todo-poderoso’ e sair por aí distribuindo bênçãos. Você tem autoridade para abençoar seus filhos. Temos de retomar a força da bênção nas famílias.

O inimigo sabe que a bênção é muito importante e boa para os filhos, por isso tem tentado acabar com essa atitude tão bela e tão santa. Sendo assim, ele tem feito com que as pessoas levem as roupas de seus filhos a centros espíritas, benzedeiras etc., ao invés de abençoarem elas mesmas os seus filhos.

Olha a sutileza que os meios de comunicação gastam para colocar no ar novelas espíritas. É realmente sutil, porque muitas vezes você chega em casa após sua jornada de trabalho cansado, depois de ter trabalhado o dia inteiro, já chega em casa e busca um sofá para se deitar e já aproveita e liga a TV, que está passando a novela em determinado canal. Você nem viu e o ‘encardido’ já entrou ao assisti-la.

Você deve me perguntar: "Mas, Padre, só de assistir uma novela o demônio vem?" Da mesma maneira como você atrai muitas bênçãos através da TV, como por exemplo, através da Canção Nova, você pode atrair coisas ruins através dessas porcarias de novelas e de tantos outros programas.

O inimigo tem usado de duas coisas muito fortes para fazer as pessoas se perderem: as falsas doutrinas e a mídia (os programas de televisão). Seis horas da tarde, o horário do terço, a maioria da população está na frente da TV assistindo uma novela espírita. Você pode até dizer: "Não tem nada, não! Eu vou à missa todo domingo, não tem problema, não".

O ‘encardido’ é muito sutil. Ele tem agido nessas pequenas coisas. Você não lê a Santa Bíblia, mas, a novelinha você não deixa de assistir um capítulo sequer.

Nós não temos a autoridade de ser exorcistas, mas nós temos o dever de fazer orações de libertação. Clame o Pai, o Filho e o Espírito Santo; reze o terço Bizantino. Peça a Deus!.

Se o seu marido é alcoólatra e você quer que ele seja curado, reze, peça: "Senhor, liberta meu marido do alcoolismo!".

Nós, da Comunidade de Betânia, temos 5 momentos de oração. Rezamos muito! Isso porque sabemos que o demônio age e precisamos estar em ordem de batalha. Não podemos ser bobos de pensar que ele não existe.

"Pai Santo, Pai Querido, Pai Amado, liberta-nos de toda maldição. Nós acolhemos a graça da libertação, por isso livremente, eu renuncio a todo objeto consagrado aos demônios, a toda marca do ‘encardido’ em minha vida; a toda maldição; a tudo aquilo que não vem de Ti, Senhor.Eu quero sair daqui hoje liberto."

Padre Leo,sjc falecido no dia 04 de janeiro de 2007

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


CARTA APOSTOLICA DO PAPA AOS JOVENS

Meu apelo de hoje, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.
Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.
Convido-lhes a ser testemunhas do Evangelho e agentes da vida eclesial. Uno-me particularmente a vós, os jovens, sois chamados a construir vossa vida sobre Cristo e sobre os valores humanos fundamentais. Que todos vos sintais convidados a colaborar na edificação de um mundo de justiça e paz
Queridos amigos jovens, como o jovem no Evangelho, que perguntou a Jesus «o que devo fazer para ter a vida eterna?Mt 19,21», todos vocês estão buscando modos de responder generosamente ao chamado de Deus. E peço que vocês possam ouvir sua palavra de salvação e tornem-se suas testemunhas para os povos de hoje.
Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.Que Deus derrame sobre vós suas bênçãos de paz e alegria.

Papa Bento XVI

sábado, 10 de outubro de 2009

Dia da Mãe - dia da Criança.

Já faz quase um mês que é difícil andar no shopping ou lojas onde se vendem brinquedos. Estes locais são invadidos pelas crianças. Só se observa os olhinhos ávidos de possuir aquilo que mais gostam: uma boneca, um carrinho, uma bola... Mamãe, eu quero, mamãe eu quero.... Por que no dia 12 de outubro é dia das crianças. Também as escolas, as instituições que lidam com as crianças fazem festas, não deixam passar este dia em branco. E não pode! É o dia deles.
Entretanto, o Brasil católico se prepara para a grande festa da Padroeira e Rainha do Brasil: Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora Aparecida entrou na história do povo brasileiro com sua característica própria. Não se impôs, mas apareceu. Apareceu e foi acolhida pelo povo simples, povo trabalhador, povo generoso.
Pelos idos de 1717, pela vila no sul do país chamada Guaratinguetá ia passar o Governador Dom Pedro de Almeida. Os pescadores receberam ordem de pescar o melhor peixe, para receber o ilustre visitante. Mas que tristeza para os expertos pescadores ao verem, que depois de um dia de trabalhar, não pescaram nada.... Já iam desistir, mas jogaram pela última fez a rede. Com admiração, ao tirar a rede de água, perceberam uma pequena imagem, sem cabeça. Recolheram o corpo da imagem, colocaram no fundo do barco. Mas com inspiração do coração, jogaram uma vez a rede. E ao retirar, perceberam, por mais que a malha da rede foi muito grande, enganchada a cabecinha de uma imagem. Ao colar a cabecinha com o corpo já “pescado” , notam que se encaixa perfeitamente. E o grito foi unânime: Aparecida.
Continuaram jogar redes e pescaram mais peixes do que foi preciso. Mas o tesouro maior foi a insignificante imagenzinha, que veio ao encontro dos humildes, dos pescadores. Ela estando com o povo, negro e mestiço, já se encarregou de acolher, defender e proteger o seu povo. Nossa Senhora de Aparecida, o nome que hoje ressoa no Brasil todo e no mundo, como Padroeira do Brasil.
O povo tem a sua Mãe, a Mãe tem os seus filhos. A devoção de Nossa Senhora de Aparecida está tão enraizada no povo brasileiro que é cantada em versos e prosas. O povo brasileiro está tão identificado com a Nossa Senhora, que usando a comparação do Frei Carlos Mesters, se parece com o grande andor, carregando a pequena Imagem de Maria, e de debaixo do andor rezando Ave, Ave, Ave Maria. Salve, Salve, Salve Santa Maria. E o Renato Teixeira vai cantar:
“Sou caipira Pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida”.

A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura das vias rápidas de condução e uma equipe especializada dos sacerdotes missionários redentoristas, puserem Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.
Mas a devoção a Nossa Senhora só tem sentido, quando nos leva a Jesus. Porque só Jesus salva. Mas por Maria nós chegamos a Jesus. Ela sempre nos indica o caminho: “fazei tudo o que Ele vos disser” (J.2,5).
Por isso, considerando a Nossa Senhora Aparecida como a Mãe, instituiu-se no Brasil, no seu dia, o dia da Criança. O dia da criança começou – se celebrar desde 1920, quando o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto n º 4867, de 5 de novembro de 1924. (Veja Internet – Dia da Criança). Com este dia se quis criar o ambiente, para que as crianças pudessem crescer robustas e sadias física e espiritualmente. Que boa idéia! Mas será que criamos este ambiente?
Na semana da família em Itabuna, fizemos um concurso de redação sobre a família. O tema foi “Um olhar a família”. Podia ser uma redação, uma poesia ou um desenho. Um garoto de Califórnia, da escola publica, ganhou o 1° premio com o desenho. No desenho apresentou uma rua do bairro pobre, três carros da polícia, uma pessoa morta, duas pessoas ao lado e a inscrição dizia: os pais estão chorando. Em baixo, muitas pessoas olhando, carros passando, como por dizer: a vida continua. O garoto vive o ambiente não de sonhos com o futuro brilhante, mas com o fantasma de crimes, mortes sofrimento.
O dia da Criança deve nos lavrar a pensar, que não salvamos as crianças com simples brinquedo importado da China, mas com o ambiente saudável de um futuro promissor. A construção deste ambiente depende de das nossas autoridades e de cada um de nós, os adultos.
Nossa Senhora Aparecida, “ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida”. O dia da Mãe que seja realmente dia dos seus filhos esperançosos pelo futuro melhor.

Dom Ceslau Stanula
Bispo de Itabuna.
Somos Discípulos Missionários de Cristo.

Entramos no mês de outubro, celebrando a festa da Santa Terezinha de Lisieux, lembramos as Santas Missões, porque ela foi escolhida como protetora das Missões. Esta pequena Santa, proclamada no dia 19 de outubro de 1997 Doutora da Igreja, nunca saiu do Carmelo, do convento e, no entanto, sempre esteve ligada ás missões e com os missionários no mundo inteiro. Oferecia as suas intensas orações, sacrifícios e sofrimentos pelas missões, para que Jesus Cristo fosse conhecido e amado. Morreu na flor de idade, aos 24 anos de vida e menos de dez do Carmelo.
A sua principal preocupação foi encontrar para si o lugar na Igreja, a fim de ser um membro vivo e atuante no Corpo de Jesus que é a própria Igreja. Como ela mesma relata na sua autobiografia, angustiava-se buscando um lugar adequado á sua vocação. Ao meditar a Palavra de Deus, especialmente as Cartas de São Paulo, encontrou por fim o que procurou. Descobriu que em cada membro da Igreja, para que se possa atuar com eficácia é preciso que seja alimentado e motivado pelo amor. Assim meditando, descobriu que o lugar onde era possível estar em todos os membros da Igreja é o amor. Foi alivio para ela, mas a partir deste este instante, entregou-se amorosamente ao serviço do Senhor os irmãos. Quantas coisas bonitas e verdadeiras nos revelam as almas simples e puras! Mas só depois da sua morte prematura, e alcançando a plenitude de felicidade no céu, começou realizar a sua missão que prometera: mandarei lhe-a “chuva de rosas” em benções e milagres, operados por Deus, a seu pedido. Como Monja Carmelita, durante a sua curta vida curta monástica nunca saiu do claustro. Porém agora, após a sua morte, as suas relíquias peregrinam pelo mundo, animando os missionários e missionárias até mesmo entre nós, pois já veio mais de uma vez ao Brasil.
A Santa Terezinha por sua dedicação e amor pelas missões e missionários, foi proclamada como protetora das missões.
É muito oportuno lembrar esta pequena, mas Grande Santa, Doutora da Igreja, precisamente aqui na América Latina, quando depois da V Conferência de Aparecida o continente está vivendo o anseio pelas Santas Missões. A V Conferência de Aparecida convida a todos, principalmente os sacerdotes, religiosos e religiosas, e os agentes de pastoral para uma maior aproximação e intimidade com Jesus. Levar as pessoas ao encontro com o Jesus é a missão. É o fim último de toda a evangelização.
Ser discípulo de Jesus é seguir os passos de Jesus, aprender dele: “viver como Jesus viveu, amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou” (Pe. Zezinho) É a missão. O novo e característico rumo da Conferência de Aparecida, que se evidenciou no Documento Conclusivo foi, sublinhar o primazia da missão. A missão esta voltada primeiramente para os cristãos. O inicio da verdadeira evangelização é fazer-se discípulo de Jesus convicto, amante e contagiante para depois levar esta experiência de Deus aos outros. Só assim poderemos conquistar o mundo e mudar a sua face, principalmente aqui na América Latina. Por isso no documento, por mais que se fala da missão em todo o continente, só num ponto fala da missão continental. (551). Esta missão continental, “procurará colocar a Igreja em estado paramente de missão”. O documento aconselha ainda “Levemos nossos navios mar adentro, com o poderoso sopro do Espírito Santo, sem medo de tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas”. (DA 551). O Papa, no seu discurso inaugural da Conferência em Aparecida, aponta como campos prioritários da missão: a família, os presbíteros, os religiosos (as) e consagrados (as), os leigos e os jovens e a pastoral vocacional.
Assim, neste momento a Igreja entra em estado permanente de missão. O Documento de Aparecida não fala em discípulos “e” missionários, mas em “discípulos missionários”, pois o discipulado é seguimento de Jesus, enquanto continuação de sua obra. “A missão não é uma tarefa opcional, mas integrante da identidade cristã”. A comunhão é missionária e a missão é para a comunhão. Portanto, missão não é campanha, mas um estado do ser cristão. Com isso, a proposta da “missão continental” perdeu força, na medida em que, se ela acontecer, só será continental, enquanto for assumida e realizada em todas as Igrejas Locais. (Agenor Brighenti - Critérios para a leitura do Documento de Aparecida).
A alma da Igreja é ser missionária. O Papa Paulo VI na Exortação Apostólica “Evangeli Nunciandi” disse que se tirar a missionariedade da Igreja tiramos dela a sua alma. “Nós queremos confirmar, uma vez mais, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja (...) Evangelizar constitui de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição”.
(EN 14). Este conceito da missão o Documento de Aparecida reforça e aplica para os já batizados e engajados na Igreja.
Que Santa Terezinha nos anime com o seu exemplo ser discípulos missionários de Jesus Cristo.

Dom Ceslau Stanula CSsR
Bispo de Itabuna

quinta-feira, 8 de outubro de 2009


OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO


A Igreja propõe que neste mês reforcemos o espírito missionário que está em nosso coração. É um tempo forte e importante para assumirmos um compromisso vivo e eficaz com o Evangelho. Todos nós temos uma missão a cumprir! Mas, o que é a missão?

É evidente que este termo não tem uma resposta exata como na matemática. Podemos dizer que missão é viver e anunciar a Boa Nova que provém do Pai, como nos ensina o seu Filho Amado, o mestre Jesus Cristo: O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4,34). Missão, assim, é colaborar na construção do Reino de Deus, para que cresça até a sua plenitude: colheita dos frutos abundantes esperados por Deus, isto é, a dignidade humana integral.

Missão é o anúncio de Jesus Cristo e do Evangelho, acompanhado do compromisso com a promoção e defesa da vida em todas as suas dimensões. O tema da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribe expressou muito bem isso: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida. Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.

Missão, também, é resgatar as sementes do Verbo em cada cultura, raça, etnia existentes em cada época da história, sempre na construção de um novo céu e uma nova terra (cf. Ap 21,1). É ter a disponibilidade ir ao encontro do outro, do diferente, daquele que é semelhante a mim, mas
que não tem minha fisionomia, não fala minha língua, não escreve igual a mim, não come a mesma comida, veste-se com cores diferentes, canta e dança em outro ritmo, gosta de outros esportes e até mesmo vive outro credo religioso.

Entretanto, nunca com uma atitude de imposição do próprio ponto de vista. É fundamental agirmos com respeito e abertura em face às diversidades culturais existentes. Com atitudes de
reconhecimento e valorização dos demais entenderemos verdadeiramente o anúncio de Deus através do profeta Isaías: Eu virei para reunir os povos de todas as línguas (Is 66, 18). Portanto, nossa missão não é dividir, disputar, julgar, condenar, mas unir, somar, aprender, construir vida nova como muitos missionários(as) já conseguiram e outros tantos ainda estão vivendo em seu ardoroso empenho pelas missões.

Lembremos de Santa Teresinha, padroeira das missões, que no Carmelo compreendeu que sua missão era fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações... Teresinha nos ensinou, por sua vida, que a contemplação é o alicerce da missão. Lembremos também do Bem-aventurado Scalabrini, pai e apóstolo dos migrantes, que sempre desejou ser missionário e visitou
incansavelmente seus diocesanos, seus missionários e os migrantes. São exemplos que nos ajudam viver a vontade do Pai Criador.


Pe. Paulo Rogério Caovila, cs

domingo, 4 de outubro de 2009


O que é o TERÇO ?

Chama-se terço (5 dezenas) porque é a terça parte do rosário (15 dezenas). Vejamos um pouco da história do rosário: segundo consta, o rosário teve suas origens na Irlanda, no século IX. Naquela época, os 150 salmos de Davi eram uma das formas mais usadas de oração entre os monges. Os leigos, não sabendo ler, contentavam-se em ouvir a recitação dos Salmos.

Por volta do ano 800, começou a surgir o costume, entre os leigos, de recitarem 150 “Pai-nossos” (texto bíblico). No início os devotos usavam uma bolsa de couro com 150 pedrinhas para contar as vezes que repetiam a oração. Mais tarde começou a ser usado um cordão com 50 pedacinhos de madeira. É a origem do instrumento que chamamos de terço.

Em 1072 São Pedro Damião menciona que já era costume, em sua época, recitar, em forma de diálogo, 50 vezes a saudação angélica (primeira parte da Ave-Maria).

Durante o Sec. XIII apareceu o costume de se recitar 150 louvores a Maria (breves pensamentos lembrando as virtudes e glórias de Nossa Senhora). Neste período aparece a palavra rosarium que significa buquê de rosas.

Por volta de 1365, Henrique Kalkar agrupou as 150 saudações angélicas em dezenas, intercalando um Pai-Nosso em cada grupo de 10 Ave-Marias. Desta data até 1470 foram feitas outras modificações.

A partir de 1470, apareceram os dominicanos como os grandes propagadores desta forma simples de oração. A cada uma 150 Ave-Marias correspondia um pensamento bíblico.

Por volta de 1500, teve origem a xilogravura. Como o analfabetismo continuava a imperar, usava-se reproduzir em madeira as cenas evangélicas para meditação. Usavam-se 15 cenas bíblicas correspondentes a cada dezena de Ave-Marias.

Durante os séculos XVI e XVII generalizou-se o costume de se explicitarem apenas os 15 pensamentos relativos a cada dezena.

Por volta de 1700, São Luiz de Montfort consagrou a forma de se ler um pensamento mais longo, narrando a cena Bíblica e sugerindo atitudes práticas a cada dezena de Ave-Marias. Convencionou-se chamar cada um destes pensamentos de “mistério”. É a forma mais conhecida hoje, o rosário com 15 mistérios.

Hoje se reza mais o terço, os mistérios foram divididos em quatro partes, cada qual com 5 meditações: nascimento e infância de Jesus (mistérios da alegria), paixão e morte (mistérios dolorosos), ressurreição e ascensão (mistérios gloriosos).

Ao celebrar 24 anos de pontificado, no dia 16/10/2002, o Papa João Paulo II assinou a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae em que acrescenta, ao rosário, os cinco Mistérios da Luz, inspirados na vida pública de Jesus.

O terço nos coloca diante da Santíssima Trindade e de Maria, e é também uma oração inspirada na Bíblia, como podemos observar: reza-se 5 vezes o Pai-Nosso (ensinado por Jesus) e 50 vezes a Ave-Maria (que contém a saudação do anjo e de Izabel a Maria). A oração central do terço é Jesus.

No terço não se trata de repetição mecânica de palavras. O grande segredo do terço está na meditação dos mistérios de nossa redenção, vividos por Jesus e Maria. Os grandes Santos rezavam o terço. O Papa reza. A Igreja recomenda a todos. A Bíblia não se opõe em aspecto nenhum com relação ao terço, ainda mais sendo Jesus a oração central dele.