terça-feira, 22 de dezembro de 2009

DESEJAMOS UM FELIZ E SANTO NATAL E UM ABENÇOADO 2010

É natal.O menino Deus bate a porta de seu coração em busca de abrigo,se você abrir a porta ele entrará e ceará com você,e a sua alegria será eterna.
Precisamos tomar cuidado para não deixa-mos o MENINO JESUS,o aniversariante de fora da festa .
Não se esqueça que Ntal não é simplismente presente,roupa nova ou mesa farta .Natal é muito mais profundo,é estamos abertos a Deus e aos irmãos ,principalmente aquele irmão que nada tem a nos retribuir.Natalé estamos abertos para dar e receber amor.Dar e receber o perdão .
O ano de 2009 foi um ano de muitas lutas,noites traiçoeiras e também de muitas alegrias e vitorias em JESUS CRISTO.
Apenas alguns dias nos separam do ano novo que vai nascer,mas para que isso aconteça é preciso deixa-mos para trás,no que vai findar,praticas velhas,costumes velhos,pecadinhos que nos atrabalham em nossa caminhada.Que tal fazemos uma faxina em nossos coração para o menino Deus possa melhor se abrigar.Precisamos para e refretir sobre nossos atos e ações e que esta refrexão seja feita a luz do Espírito Santo que é nosso ajudador,nosso advogado,pois a vontade de Deus de sermos santos unido a nossa vontade de melhorar nos faz melhores,pois sozinhos nós nada podemos,mas com ele somos mais que vencedores .
Sugundo a biblia 7 é o numero da plenitude-Jesus nos perdiu que perdoássemos 70x7,ou seja,que perdoássemos,muitas vezes,plenamente .

Desejamos que 2010 seja um ano de plenas realizações de todos os seus sonhos,para você e todos seus familiares e amigos.

UM FELIZ E SANTO NATAL  E UM ABENÇOADO ANO NOVO

                                                                                                            COORDENAÇÃO MOJACC

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009


Ele se fez pobre para nos enriquecer


Desde 1998 a Igreja no Brasil dedica o 3º domingo do Advento para a Campanha Nacional de Evangelização. Nela, além de sensibilizar os católicos brasileiros para o imenso campo apostólico que é nosso país, com suas mais de cem mil comunidades, a Igreja no Brasil vem pedir a seus membros uma colaboração material especial para ajudar a manter-se com seus projetos de evangelização.

A evangelização é todo um processo, que, de acordo com o Projeto da Missão Continental, segue um itinerário bem marcado: o primeiro passo é o encontro pessoal com Jesus (que para os pagãos se faz através do primeiro anúncio da Palavra e da Pessoa de Jesus), que deve levar a uma autêntica conversão (resposta inicial de quem crê em Jesus Cristo e se esforça por segui-lo), que levará ao discipulado, ou seja, o amadurecimento constante no seguimento de Jesus (graças á catequese permanente e á vida sacramental). O discipulado, por sua vez, exige a comunhão, isto é, a vida em comunidade (pois nenhum discípulo de Jesus vive sozinho) e atinge seu cume na missão (quando o discípulo sente que não pode guardar só para si a imensa riqueza que recebeu no seu batismo).

E aqui entre o tema da Campanha de Evangelização deste ano. Jesus, sendo rico (é Deus), esvazia-se a si mesmo ao assumir nossa natureza humana. O Criador torna-se criatura. Santo Agostinho vai nos dizer, eloquentemente, que “ao assumir nossa humanidade, Deus nos torna participantes de sua divindade”, isto é, enriquece-nos com uma riqueza que o “ladrão não rouba e a traça não destrói” (cf. Lc 12,33).

O tempo do Advento, escolhido para a Campanha da Evangelização, nos ajuda a preparar o presépio de nossos corações para celebrar esta riqueza que nos é dada, o próprio Filho de Deus (cf. Is 9,5), fonte de todo bem e de tudo que é bom.

Mas, como já disse acima, não podemos acumular este tesouro só para nós, mas precisamos reparti-lo com os outros, s que estão ao nosso redor e também os que estão no mundo inteiro e que, este ano, mais uma vez não irão celebrar o natal por não saberem do que se trata, quem é o dono da festa. Ajudemos nossas paróquias, dioceses, Igreja no Brasil a realizar bem seu trabalho evangelizador, oferecendo nosso tempo, nossos talentos e também parte de nossos bens materiais. Quantos projetos deixam de ser realizados por falta de recursos humanos e materiais! Não aconteça de ser por mão fechada de nossa parte que alguém morra sem ter a oportunidade de ter feito uma opção livre e consciente por Jesus. Afinal, Ele confiou a cada um de nós a urgente (mesmo depois de dois milênios) tarefa de torná-lo conhecido por todo o mundo (cf. Mt 28,19). Somos ricos, possuímos a consciência do amor de Jesus por nós. Partilhemos esta riqueza com o Brasil e a humanidade inteira.

Pe. Edson Assunção - Secretário Nacional da IAM

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Advento e seu significado

O Advento (do latim Adventus: "chegada", do verbo Advenire: "chegar a") é o primeiro tempo do Ano litúrgico, o qual antecede o Natal. Para os Cristãos Católico, é um tempo de preparação e alegria, de expectativa, onde os fiéis, esperando o Nascimento de Jesus Cristo, vivem o arrependimento e promovem a fraternidade e a Paz. No calendário religioso este tempo corresponde às quatro semanas que antecedem o Natal.

 A primeira referência ao "Tempo do Advento" é encontrada na Espanha, quando no ano 380, o Sínodo de Saragossa prescreveu uma preparação de três semanas para a Epifania, data em que, antigamente, também se celebrava o Natal. Na França, Perpétuo, bispo de Tours, instituiu seis semanas de preparação para o Natal e, em Roma, o Sacramentário Gelasiano cita o Advento no fim do século V
Há relatos de que o Advento começou a ser vivido entre os séculos IV e VII em vários lugares do mundo, como preparação para a festa do Natal.

No final do século IV na Gália (atual França) e na Espanha, tinha caráter ascético com jejum, abstinência e duração de 6 semanas como na Quaresma (quaresma de S. Martinho). Este caráter ascético para a preparação do Natal se devia à preparação dos catecumenos para o batismo na festa da Epifania.

Somente no final do século VII, em Roma, é acrescentado o aspecto escatológico do Advento, recordando a segunda vinda do Senhor e passou a ser celebrado durante 5 domingos.

Só mais tarde é que o Advento passou a ser celebrado nos seus dois aspectos: a vinda definitiva do Senhor e a preparação para o Natal, mantendo a tradição das 4 semanas. A Igreja entendeu que não podia celebrar a liturgia, sem levar em consideração a sua essencial dimensão escatológico
Surgido na Igreja Católica, este tempo passou também para as igrejas reformadas, em particular à Anglicana, à Luterana, e à Metodista, dentre várias outras. A igreja Ortodoxa tem um período de quarenta dias de jejum em preparação ao Natal.

 O tempo do advento e suas características

O tempo do Advento é para toda a Igreja, momento de forte mergulho na liturgia e na mística cristã. É tempo de espera e esperança, de estarmos atentos e vigilantes, preparando-nos alegremente para a vinda do Senhor, como uma noiva que se enfeita, se prepara para a chegada de seu noivo, seu amado.

O Advento começa às vésperas do Domingo mais próximo do dia 30 de Novembro e vai até as primeiras vésperas do Natal de Jesus contando quatro domingos.
Esse tempo possui duas características: Nas duas primeiras semanas, a nossa expectativa se volta para a segunda vinda definitiva e gloriosa de Jesus Cristo, Salvador e Senhor da história, no final dos tempos. As duas últimas semanas, dos dias 17 a 24 de Dezembro, visam em especial, a preparação para a celebração do Natal, a primeira vinda de Jesus entre nós. Por isto, o Tempo do Advento é um tempo de piedosa e alegre expectativa. Uma das expressões desta alegria é o canto das chamada "Antífonas do Ó". Como hoje em dia ninguém segue a tradição do Advento me repondam uma coisa: Qual é o simbolo do advento? O que ele significa?
 Teologia do advento

O Advento recorda a dimensão histórica da salvação, evidencia a dimensão escatológica do mistério cristão e nos insere no caráter missionário da vinda de Cristo.

Ao serem aprofundados os textos litúrgicos desse tempo, constata-se na história da humanidade o mistério da vinda do Senhor, Jesus, que de fato se encarna e se torna presença salvífica na história, confirmando a promessa e a aliança feita ao povo de Israel. Deus que, ao se fazer carne, plenifica o tempo (Gl 4,4) e torna próximo o Reino (Mc 1,15).
O Advento recorda também o Deus da Revelação. Aquele que é, que era e que vem (Ap 1, 4-8), que está sempre realizando a salvação mas cuja consumação se cumprirá no "dia do Senhor", no final dos tempos.

O caráter missionário do Advento se manifesta na Igreja pelo anúncio do Reino e a sua acolhida pelo coração do homem até a manifestação gloriosa de Cristo. As figuras de João Batista e Maria são exemplos concretos da vida missionária de cada cristão, quer preparando o caminho do Senhor, quer levando o Cristo ao irmão para o santificar. Não se pode esquecer que toda a humanidade e a criação vivem em clima de advento, de ansiosa espera da manifestação cada vez mais visível do Reino de Deus.

A celebração do Advento é, portanto, um meio precioso e indispensável para nos ensinar sobre o mistério da salvação e assim termos a Jesus como referência e fundamento, dispondo-nos a "perder" a vida em favor do anúncio e instalação do Reino.

 Espiritualidade do advento

A liturgia do Advento nos impulsiona a reviver alguns dos valores essenciais cristãos, como a alegria expectante e vigilante, a esperança, a pobreza, a conversão.

Deus é fiel a suas promessas: o Salvador virá; daí a alegre expectativa, que deve nesse tempo, não só ser lembrada, mas vivida, pois aquilo que se espera acontecerá com certeza. Portanto, não se está diante de algo irreal, fictício, passado, mas diante de uma realidade concreta e atual. A esperança da Igreja é a esperança de Israel já realizada em Cristo mas que só se consumará definitivamente na parusia (volta) do Senhor. Por isso, o brado da Igreja característico nesse tempo é "Marana tha"! Vem Senhor Jesus!

O tempo do Advento é tempo de esperança porque Cristo é a nossa esperança (I Tm 1, 1); esperança na renovação de todas as coisas, na libertação das nossas misérias, pecados, fraquezas, na vida eterna, esperança que nos forma na paciência diante das dificuldades e tribulações da vida, diante das perseguições, etc.
O Advento também é tempo propício à conversão. Sem um retorno de todo o ser a Cristo, não há como viver a alegria e a esperança na expectativa da Sua vinda. É necessário que "preparemos o caminho do Senhor" nas nossas próprias vidas, lutando incessantemente contra o pecado, através de uma maior disposição para a oração e mergulho na Palavra.
No Advento, precisamos nos questionar e aprofundar a vivência da pobreza. Não pobreza econômica, mas principalmente aquela que leva a confiar, se abandonar e depender inteiramente de Deus e não dos bens terrenos. Pobreza que tem n'Ele a única riqueza, a única esperança e que conduz à verdadeira humildade, mansidão e posse do Reino.

 As figuras do advento

Isaías

Isaías é o profeta que, durante os tempos difíceis do exílio do povo eleito, levava a consolação e a esperança. Na segunda parte do seu livro, dos capítulos 40 - 55 (Livro da Consolação), anuncia a libertação, fala de um novo e glorioso êxodo e da criação de uma nova Jerusalém, reanimando assim os exilados.
As principais passagens deste livro são proclamadas durante o tempo do Advento num anúncio perene de esperança para os homens de todos os tempos. Ele que no capítulo 7 do seu livro já anucia a vinda do Senhor
João Batista

É o último dos profetas e segundo o próprio Jesus, "mais que um profeta", "o maior entre os que nasceram de mulher", o mensageiro que veio diante d'Ele a fim de lhe preparar o caminho, anunciando a sua vinda (Lc 7, 26 - 28), pregando aos povos a conversão, pelo conhecimento da salvação e perdão dos pecados (Lc 1, 76s).

A figura de João Batista ao ser o precursor do Senhor e aponta como presença já estabelecida no meio do povo, encarna todo o Espírito do Advento. Por isso ele ocupa um grande espaço na liturgia desse tempo, em especial no segundo e no terceiro domingo.

João Batista é o modelo dos que são consagrados a Deus e que, no mundo de hoje, são chamados a também ser profetas e profetisas do reino, vozes no deserto e caminho que sinaliza para o Senhor, permitindo, na própria vida, o crescimento de Jesus e a diminuição de si mesmo, levando, por sua vez os homens a despertar do torpor do pecado.

 José

São José com Cristo nos braços nos textos bíblicos do Advento, se destaca José, esposo de Maria, o homem justo e humilde que aceita a missão de ser o pai adotivo de Jesus. Ao ser da descendência de Davi e pai legal de Jesus, José tem um lugar especial na encarnação, permitindo que se cumpra em Jesus o título messiânico de "Filho de Davi".

José é justo por causa de sua fé, modelo de fé dos que querem entrar em diálogo e comunhão com Deus.

A celebração do advento

O Advento deve ser celebrado com sobriedade e com discreta alegria. Não se canta o Glória, para que na festa do Natal, nos unamos aos anjos e entoemos este hino como algo novo, dando glória a Deus pela salvação que realiza no meio de nós. Pelo mesmo motivo, o diretório litúrgico da CNBB orienta que flores e instrumentos sejam usados com moderação, para que não seja antecipada a plena alegria do Natal de Jesus.
Os paramentos litúrgicos(casula, estola, dalmática, pluvial, cíngulo, etc) são de cor roxa, bem como o véu que recobre o ambão, a bolsa do corporal e o véu do cálice; como sinal de recolhimento e conversão em preparação para a festa do Natal. A única exceção é o terceiro domingo do Advento, Domingo Gaudete ou da Alegria, cuja cor tradicionalmente usada é a rósea, em substituição ao roxo, para revelar a alegria da vinda do Salvador que está bem próxima. Também os altares são ornados com rosas cor-de-rosa. O nome de Domingo Gaudete refere-se à primeira palavra do intróito deste dia, que é tirado da segunda leitura que diz: "Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito, alegrai-vos, pois o Senhor está perto"(Fl 4, 4). Também é chamado "Domingo mediano", por marcar a metade do Tempo do Advento, tendo anologia com o quarto domingo do Tempo da Quaresma, chamado Laetare.

 Símbolos do Advento

Vários símbolos do Advento nos ajudam a mergulhar no mistério da encarnação e a vivenciar melhor este tempo. Entre eles há a coroa ou grinalda do Advento. Ela é feita de galhos sempre verdes entrelaçados, formando um círculo, no qual são colocadas 4 grandes velas representando as 4 semanas do Advento. A coroa pode ser, colocada ao lado do altar ou em qualquer outro lugar visível. A cada domingo uma vela é acesa; no 1° domingo uma, no segundo duas e assim por diante até serem acesas as 4 velas no 4° domingo. A luz nascente indica a proximidade do Natal, quando Cristo salvador e luz do mundo, brilhará para toda a humanidade, e representa também, nossa fé e nossa alegria pelo Deus que vem. A cor roxa das velas nos convida a purificar nossos corações em preparação para acolher o Cristo que vem. A vela de cor rosa, nos chama a alegria, pois o Senhor está próximo. Os detalhes dourados prefiguram a glória do Reino que virá.

A coroa de advento

Origem: A Coroa de Advento tem a sua origem em uma tradição pagã européia. No inverno, se acendiam algumas velas que representavam ao “fogo do deus sol” com a esperança de que a sua luz e o seu calor voltasse. Os primeiros missionários aproveitaram esta tradição para evangelizar as pessoas. Partiam de seus próprios costumes para anunciar-lhes a fé. Assim, a coroa está formada por uma grande quantidade de símbolos:

A forma circular

O círculo não tem princípio, nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno, sem princípio e nem fim, e também do nosso amor a Deus e ao próximo que nunca deve terminar. Além disso, o círculo dá uma idéia de “elo”, de união entre Deus e as pessoas, como uma grande “Aliança”.

As ramas verdes

Verde é a cor da esperança e da vida. Deus quer que esperemos a sua graça, o seu perdão misericordioso e a glória da vida eterna no final de nossa vida. Bênçãos que nos foram derramadas pelo Senhor Jesus, em sua primeira vinda entre nós, e que agora, com esperança renovada, aguardamos a sua consumação, na sua segunda e definitiva volta.

 As quatro velas

As quatro velas da coroa simbolizam, cada uma delas, uma das quatro semanas do Advento. No início, vemos nossa coroa sem luz e sem brilho. Nos recorda a experiência de escuridão do pecado. A medida em que se vai aproximando o Natal, vamos ao passo das semanas do Advento, acendendo uma a uma as quatro velas representando assim a chegada, em meio de nós, do Senhor Jesus, luz do mundo, quem dissipa toda escuridão, trazendo aos nossos corações a reconciliação tão esperada. A primeira vela lembra o perdão concedido a Adão e Eva. A segunda simboliza a fé de Abraão e dos outros Patriarcas, a quem foi anunciada a Terra Prometida. A terceira lembra a alegria do rei Davi que recebeu de Deus a promessa de uma aliança eterna. A quarta recorda os Profetas que anunciaram a chegada do Salvador.

As cores das velas do Advento são

Roxa, Vermelha, Branca e verde.

Dom Ceslau Stanula,CSsR 20 anos de Bispo

Dom Ceslau Stanula,CSsR 20 anos de bispo


Uma Missa Solene a ser celebrada às 18 horas desta quinta-feira, dia 5 de novembro, marcará as comemorações pelo 20º aniversário de ordenação episcopal do bispo diocesano de Itabuna, Dom Ceslau Stanula. Na oportunidade, logo após a celebração, o prelado fará o lançamento do livro “Cotidiano na Igreja”, que reúne uma coletânea artigos de sua autoria publicados semanalmente no jornal Agora no período de 2005/2007.


O ato litúrgico acontece na igreja Catedral de São José, onde estão sendo esperados todos os sacerdotes que integram o clero e fiéis das 33 paróquias da Diocese, além de autoridades e religiosos convidados de outras igrejas particulares. No salão paroquial da igreja será realizada a sessão de autógrafos. A programação pelos 20 anos de episcopado de Dom Ceslau Stanula foi iniciada no último dia 26 de outubro quando, juntamente com os padres diocesanos, o bispo celebrou missa pelos 12 anos de atuação na Diocese de Itabuna.

Dom Ceslau Stanula, missionário redentorista, nasceu no dia 27 de março de 1940, em Szerzyny, pequena cidade, distante 100 km de Cracóvia, na Polônia. Seus pais Stanislaw e Bronislawa Stanula, camponeses, tiveram oito filhos. Destes, três são religiosos: Emil, sacerdote redentorista; Ceslau; Teresa, da Congregação das Pequenas Irmãzinhas de Jesus; um militar, coronel do Exército, já aposentado.

O bispo itabunense concluiu os estudos primários na sua cidade natal, Szerzyny. Cursou o segundo grau na cidade copernicana de Torun. Entrou na Congregação dos Missionários Redentoristas com 17 anos. Terminou os estudos filosóficos e teológicos no Seminário Redentorista, hoje Pontifício Instituto Teológico, em Tuchów, onde recebeu ordenação sacerdotal no dia l9 de julho de 1964.

Iniciou o seu trabalho sacerdotal na Polônia, na cidade universitária de Gliwice, na Silesia, como catequista e capelão do Hospital Oncológico. De Gliwice foi transferido para a Argentina como missionário e trabalhou no Norte argentino, na província dei Checo, nas cidades de Charata e Villa Angela. Em Villa Angela dedicou-se à catequese nas escolas rurais, e à formação de catequistas, dando aulas na Escoia Superior de Catequese da Diocese da Presidência Roque Sans Peña. De Villa Angela foi transferido para Quilmes em Buenos Aires, dedicando-se lá à pastoral familiar, preparando os noivos para o matrimônio e pregando missões populares.

Depois de seis anos de trabalho na Argentina, os superiores o mandaram para o Brasil dar início à Missão Redentorista da Bahia, em Bom Jesus da Lapa, onde ocupou as funções de Superior da Missão Redentorista da Bahia, de Reitor do Santuário, Pároco da Paróquia, Vigário Geral da Diocese, Professor do Colégio de São Vicente, Diretor da gráfica "Bom Jesus", Assistente Eclesiástico e orientador da Congregação das Filhas de Fátima, pregando também missões populares.

Depois de 12 anos de trabalho em Bom Jesus da Lapa foi transferido para Salvador, em 1984, para a Comunidade de São Lázaro. No início assumiu a função de Vigário Paroquial e Diretor Espiritual do Encontro dos Casais com Cristo e do "Grupo Repartir". Com predileção dedicou-se à Pastoral Familiar. Trabalhou como professor na Escola Superior de Fé e Catequese "Lumen Cristi". Depois foi nomeado Superior da Comunidade Redentorista de São Lázaro, Pároco da Paróquia de Ondina. Lá iniciou a construção da Igreja Paroquial.

Em Salvador dedicou-se mais ainda à Pastoral Familiar, sendo nomeado pelo Arcebispo D. Lucas Moreira Neves, hoje Prefeito da Congregação para os Bispos em Roma, Diretor Diocesano do ECC. Foi eleito Coordenador do Zonal II, Coordenador do Conselho Presbiteral da Arquidiocese e nomeado Decano do Decanato II da Arquidiocese. Para melhor identificar-se com o povo brasileiro, naturalizou-se brasileiro pela portaria N º 00948, recebendo o Certificado de Naturalização no dia 24 de março de 1987 em Salvador.

Nomeado Bispo Diocesano de Floresta, pelo Santo Padre o Papa João Paulo II, no dia 23 de agosto de 1989, recebeu a Consagração Episcopal na Paróquia de Ondina, onde trabalhou.

Como Bispo de Floresta dedicou-se ao trabalho pastoral e social. Construiu vários açudes, adução de água, construção de capelas etc. Foi responsável pela Pastoral Familiar em quatro Estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba e Rio Grande do Norte. No dia 27 de agosto de 1997 foi nomeado Bispo Diocesano de Itabuna, tomando posse no dia 26 de outubro do mesmo ano. Dedica-se a reorganização da Diocese, construção do Centro Pastoral etc. Recentemente está nomeado pela CNBB como responsável pela Pastoral Familiar nos estados Bahia e Sergipe e pela Comunicação.


Erivaldo Bomfim - "Fiinho" Juventude Missionaria -Catedral São Josè

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

A festa de Cristo Rei

A festa de Cristo Rei


Com o objetivo de que os fiéis vivam estes inapreciáveis proveitos, era necessário que se propague o maximo possível o conhecimento da dignidade do Salvador, para o qual se instituiu a festividade própria e peculiar de Cristo Rei.

Desde o final do século XIX, a Igreja realizava os preparativos necessários para a instituição da festa, a qual foi finalmente designada para o último domingo do Ano Litúrgico, antes de começar o Advento.

Se Cristo Rei era honrado por todos os católicos do mundo, preveria as necessidades dos tempos presente, pondo remédio eficaz aos males que friccionam a sociedade humana, tais como a negação do Reino de Cristo; a negação do direito da Igreja baseado no direito do próprio Cristo; a impossibilidade de ensinar ao gênero humano, quer dizer, de dar leis e de dirigir os povos para conduzi-los à eterna felicidade.

Em um mundo onde prima a cultura da morte e a emergência de uma sociedade hedonista, a festividade anual de Cristo Rei anima uma doce esperança nos corações humanos, já que impulsiona à sociedade a voltar-se para Salvador. Preparar e acelerar esta volta com a ação e com a obra seria certamente dever dos católicos; mas muitos deles parecem que não têm na chamada convivência social nem o posto nem a autoridade que é indigna lhes faltem aos que levam diante de si a tocha da verdade.

Estas desvantagens possivelmente procedam da apatia e timidez dos bons, que se abstêm de lutar ou resistem fracamente; com o qual é força que os adversários da Igreja cobram maior temeridade e audácia. Mas se os fiéis todos compreendem que devem lutar com infatigável esforço sob a bandeira de Cristo Rei, então, inflamando-se no fogo do apostolado, se dedicarão a levar a Deus de novo os rebeldes e ignorantes, e trabalharão corajosos por manter incólumes os direitos do Senhor.

sábado, 24 de outubro de 2009


25 de outubro a igreja celebra o dia do primeiro santo brasileiro Frei Galvão

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, mais conhecido como Frei Galvão (Guaratinguetá, 1739 — São Paulo, 23 de dezembro de 1822) foi um frade católico e primeiro santo nascido no Brasil. Foi canonizado pelo papa Bento XVI durante sua visita ao Brasil (São Paulo) em 11 de maio de 2007.


Biografia

O pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mor da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, era filha de fazendeiros, bisneta do famoso bandeirante Fernão Dias Pais, o "caçador de esmeraldas".
Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José.
Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro.
Estátua do frade em sua cidade natal, GuaratinguetáA 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.
Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766.
Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.

terça-feira, 20 de outubro de 2009


O poder da benção

Continuamos, hoje, nossa jornada rumo à graça de sermos libertos da maldição de toda contaminação maligna. E este texto de Efésios capítulo 6, versículo 10 ( “Finalmente, irmãos, fortalecei-vos no Senhor, pelo seu soberano poder.” ): é muito propício para que tenhamos a couraça, a armadura para nos revestirmos contra as ciladas do inimigo. E precisamos nos educar na verdade. E a verdade é um aprendizado, por isso precisamos buscar essa verdade. Jesus disse: “Eu sou a verdade”. Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Graças a Deus, o Brasil tem buscado esta verdade e isso nós vemos porque o Brasil é um dos países que mais investe na evangelização através de livros, CD’s, etc. Na Europa, por exemplo, não há muito material religioso.

O Papa, ainda quando cardeal, lançou o compêndio do Catecismo da Igreja Católica, e para quê isso? Para melhorar nossas vidas, para tornar mais fácil o nosso estudo da doutrina da Igreja Católica.

Eu quero falar uma coisa muito triste, mas eu tenho de falar: A ignorância tem levado muita gente para o inferno.

Vocês, pais, eduquem seus filhos na fé. A bênção de Deus está nas mãos de vocês. Se o Papa Bento XVI, que virá ao Brasil em maio de 2007, colocar as mãos na cabeça do seu filho, essa bênção não é maior do que a bênção de vocês pais. Não pense que você é o ‘todo-poderoso’ e sair por aí distribuindo bênçãos. Você tem autoridade para abençoar seus filhos. Temos de retomar a força da bênção nas famílias.

O inimigo sabe que a bênção é muito importante e boa para os filhos, por isso tem tentado acabar com essa atitude tão bela e tão santa. Sendo assim, ele tem feito com que as pessoas levem as roupas de seus filhos a centros espíritas, benzedeiras etc., ao invés de abençoarem elas mesmas os seus filhos.

Olha a sutileza que os meios de comunicação gastam para colocar no ar novelas espíritas. É realmente sutil, porque muitas vezes você chega em casa após sua jornada de trabalho cansado, depois de ter trabalhado o dia inteiro, já chega em casa e busca um sofá para se deitar e já aproveita e liga a TV, que está passando a novela em determinado canal. Você nem viu e o ‘encardido’ já entrou ao assisti-la.

Você deve me perguntar: "Mas, Padre, só de assistir uma novela o demônio vem?" Da mesma maneira como você atrai muitas bênçãos através da TV, como por exemplo, através da Canção Nova, você pode atrair coisas ruins através dessas porcarias de novelas e de tantos outros programas.

O inimigo tem usado de duas coisas muito fortes para fazer as pessoas se perderem: as falsas doutrinas e a mídia (os programas de televisão). Seis horas da tarde, o horário do terço, a maioria da população está na frente da TV assistindo uma novela espírita. Você pode até dizer: "Não tem nada, não! Eu vou à missa todo domingo, não tem problema, não".

O ‘encardido’ é muito sutil. Ele tem agido nessas pequenas coisas. Você não lê a Santa Bíblia, mas, a novelinha você não deixa de assistir um capítulo sequer.

Nós não temos a autoridade de ser exorcistas, mas nós temos o dever de fazer orações de libertação. Clame o Pai, o Filho e o Espírito Santo; reze o terço Bizantino. Peça a Deus!.

Se o seu marido é alcoólatra e você quer que ele seja curado, reze, peça: "Senhor, liberta meu marido do alcoolismo!".

Nós, da Comunidade de Betânia, temos 5 momentos de oração. Rezamos muito! Isso porque sabemos que o demônio age e precisamos estar em ordem de batalha. Não podemos ser bobos de pensar que ele não existe.

"Pai Santo, Pai Querido, Pai Amado, liberta-nos de toda maldição. Nós acolhemos a graça da libertação, por isso livremente, eu renuncio a todo objeto consagrado aos demônios, a toda marca do ‘encardido’ em minha vida; a toda maldição; a tudo aquilo que não vem de Ti, Senhor.Eu quero sair daqui hoje liberto."

Padre Leo,sjc falecido no dia 04 de janeiro de 2007

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


CARTA APOSTOLICA DO PAPA AOS JOVENS

Meu apelo de hoje, é que não desperdiceis vossa juventude. Não tenteis fugir dela. Vivei-a intensamente. Consagrai-a aos elevados ideais da fé e da solidariedade humana.
Vós, jovens, não sois apenas o futuro da Igreja e da humanidade, como uma espécie de fuga do presente. Pelo contrário: vós sois o presente jovem da Igreja e da humanidade. Sois seu rosto jovem. A Igreja precisa de vós, como jovens, para manifestar ao mundo o rosto de Jesus Cristo, que se desenha na comunidade cristã. Sem o rosto jovem a Igreja se apresentaria desfigurada.
Convido-lhes a ser testemunhas do Evangelho e agentes da vida eclesial. Uno-me particularmente a vós, os jovens, sois chamados a construir vossa vida sobre Cristo e sobre os valores humanos fundamentais. Que todos vos sintais convidados a colaborar na edificação de um mundo de justiça e paz
Queridos amigos jovens, como o jovem no Evangelho, que perguntou a Jesus «o que devo fazer para ter a vida eterna?Mt 19,21», todos vocês estão buscando modos de responder generosamente ao chamado de Deus. E peço que vocês possam ouvir sua palavra de salvação e tornem-se suas testemunhas para os povos de hoje.
Queridos jovens, Cristo vos chama a serem santos. Ele mesmo vos convoca e quer andar convosco, para animar com Seu espírito os passos do Brasil neste início do terceiro milênio da era cristã. Peço à Senhora Aparecida que vos conduza, com seu auxílio materno e vos acompanhe ao longo da vida.Que Deus derrame sobre vós suas bênçãos de paz e alegria.

Papa Bento XVI

sábado, 10 de outubro de 2009

Dia da Mãe - dia da Criança.

Já faz quase um mês que é difícil andar no shopping ou lojas onde se vendem brinquedos. Estes locais são invadidos pelas crianças. Só se observa os olhinhos ávidos de possuir aquilo que mais gostam: uma boneca, um carrinho, uma bola... Mamãe, eu quero, mamãe eu quero.... Por que no dia 12 de outubro é dia das crianças. Também as escolas, as instituições que lidam com as crianças fazem festas, não deixam passar este dia em branco. E não pode! É o dia deles.
Entretanto, o Brasil católico se prepara para a grande festa da Padroeira e Rainha do Brasil: Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora Aparecida entrou na história do povo brasileiro com sua característica própria. Não se impôs, mas apareceu. Apareceu e foi acolhida pelo povo simples, povo trabalhador, povo generoso.
Pelos idos de 1717, pela vila no sul do país chamada Guaratinguetá ia passar o Governador Dom Pedro de Almeida. Os pescadores receberam ordem de pescar o melhor peixe, para receber o ilustre visitante. Mas que tristeza para os expertos pescadores ao verem, que depois de um dia de trabalhar, não pescaram nada.... Já iam desistir, mas jogaram pela última fez a rede. Com admiração, ao tirar a rede de água, perceberam uma pequena imagem, sem cabeça. Recolheram o corpo da imagem, colocaram no fundo do barco. Mas com inspiração do coração, jogaram uma vez a rede. E ao retirar, perceberam, por mais que a malha da rede foi muito grande, enganchada a cabecinha de uma imagem. Ao colar a cabecinha com o corpo já “pescado” , notam que se encaixa perfeitamente. E o grito foi unânime: Aparecida.
Continuaram jogar redes e pescaram mais peixes do que foi preciso. Mas o tesouro maior foi a insignificante imagenzinha, que veio ao encontro dos humildes, dos pescadores. Ela estando com o povo, negro e mestiço, já se encarregou de acolher, defender e proteger o seu povo. Nossa Senhora de Aparecida, o nome que hoje ressoa no Brasil todo e no mundo, como Padroeira do Brasil.
O povo tem a sua Mãe, a Mãe tem os seus filhos. A devoção de Nossa Senhora de Aparecida está tão enraizada no povo brasileiro que é cantada em versos e prosas. O povo brasileiro está tão identificado com a Nossa Senhora, que usando a comparação do Frei Carlos Mesters, se parece com o grande andor, carregando a pequena Imagem de Maria, e de debaixo do andor rezando Ave, Ave, Ave Maria. Salve, Salve, Salve Santa Maria. E o Renato Teixeira vai cantar:
“Sou caipira Pirapora nossa
Senhora de Aparecida
Que ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida”.

A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura das vias rápidas de condução e uma equipe especializada dos sacerdotes missionários redentoristas, puserem Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.
Mas a devoção a Nossa Senhora só tem sentido, quando nos leva a Jesus. Porque só Jesus salva. Mas por Maria nós chegamos a Jesus. Ela sempre nos indica o caminho: “fazei tudo o que Ele vos disser” (J.2,5).
Por isso, considerando a Nossa Senhora Aparecida como a Mãe, instituiu-se no Brasil, no seu dia, o dia da Criança. O dia da criança começou – se celebrar desde 1920, quando o deputado federal Galdino do Valle Filho teve a idéia de "criar" o dia das crianças. Os deputados aprovaram e o dia 12 de outubro foi oficializado como Dia da Criança pelo presidente Arthur Bernardes, por meio do decreto n º 4867, de 5 de novembro de 1924. (Veja Internet – Dia da Criança). Com este dia se quis criar o ambiente, para que as crianças pudessem crescer robustas e sadias física e espiritualmente. Que boa idéia! Mas será que criamos este ambiente?
Na semana da família em Itabuna, fizemos um concurso de redação sobre a família. O tema foi “Um olhar a família”. Podia ser uma redação, uma poesia ou um desenho. Um garoto de Califórnia, da escola publica, ganhou o 1° premio com o desenho. No desenho apresentou uma rua do bairro pobre, três carros da polícia, uma pessoa morta, duas pessoas ao lado e a inscrição dizia: os pais estão chorando. Em baixo, muitas pessoas olhando, carros passando, como por dizer: a vida continua. O garoto vive o ambiente não de sonhos com o futuro brilhante, mas com o fantasma de crimes, mortes sofrimento.
O dia da Criança deve nos lavrar a pensar, que não salvamos as crianças com simples brinquedo importado da China, mas com o ambiente saudável de um futuro promissor. A construção deste ambiente depende de das nossas autoridades e de cada um de nós, os adultos.
Nossa Senhora Aparecida, “ilumina a mina escura
e funda o trem da minha vida”. O dia da Mãe que seja realmente dia dos seus filhos esperançosos pelo futuro melhor.

Dom Ceslau Stanula
Bispo de Itabuna.
Somos Discípulos Missionários de Cristo.

Entramos no mês de outubro, celebrando a festa da Santa Terezinha de Lisieux, lembramos as Santas Missões, porque ela foi escolhida como protetora das Missões. Esta pequena Santa, proclamada no dia 19 de outubro de 1997 Doutora da Igreja, nunca saiu do Carmelo, do convento e, no entanto, sempre esteve ligada ás missões e com os missionários no mundo inteiro. Oferecia as suas intensas orações, sacrifícios e sofrimentos pelas missões, para que Jesus Cristo fosse conhecido e amado. Morreu na flor de idade, aos 24 anos de vida e menos de dez do Carmelo.
A sua principal preocupação foi encontrar para si o lugar na Igreja, a fim de ser um membro vivo e atuante no Corpo de Jesus que é a própria Igreja. Como ela mesma relata na sua autobiografia, angustiava-se buscando um lugar adequado á sua vocação. Ao meditar a Palavra de Deus, especialmente as Cartas de São Paulo, encontrou por fim o que procurou. Descobriu que em cada membro da Igreja, para que se possa atuar com eficácia é preciso que seja alimentado e motivado pelo amor. Assim meditando, descobriu que o lugar onde era possível estar em todos os membros da Igreja é o amor. Foi alivio para ela, mas a partir deste este instante, entregou-se amorosamente ao serviço do Senhor os irmãos. Quantas coisas bonitas e verdadeiras nos revelam as almas simples e puras! Mas só depois da sua morte prematura, e alcançando a plenitude de felicidade no céu, começou realizar a sua missão que prometera: mandarei lhe-a “chuva de rosas” em benções e milagres, operados por Deus, a seu pedido. Como Monja Carmelita, durante a sua curta vida curta monástica nunca saiu do claustro. Porém agora, após a sua morte, as suas relíquias peregrinam pelo mundo, animando os missionários e missionárias até mesmo entre nós, pois já veio mais de uma vez ao Brasil.
A Santa Terezinha por sua dedicação e amor pelas missões e missionários, foi proclamada como protetora das missões.
É muito oportuno lembrar esta pequena, mas Grande Santa, Doutora da Igreja, precisamente aqui na América Latina, quando depois da V Conferência de Aparecida o continente está vivendo o anseio pelas Santas Missões. A V Conferência de Aparecida convida a todos, principalmente os sacerdotes, religiosos e religiosas, e os agentes de pastoral para uma maior aproximação e intimidade com Jesus. Levar as pessoas ao encontro com o Jesus é a missão. É o fim último de toda a evangelização.
Ser discípulo de Jesus é seguir os passos de Jesus, aprender dele: “viver como Jesus viveu, amar como Jesus amou, sonhar como Jesus sonhou” (Pe. Zezinho) É a missão. O novo e característico rumo da Conferência de Aparecida, que se evidenciou no Documento Conclusivo foi, sublinhar o primazia da missão. A missão esta voltada primeiramente para os cristãos. O inicio da verdadeira evangelização é fazer-se discípulo de Jesus convicto, amante e contagiante para depois levar esta experiência de Deus aos outros. Só assim poderemos conquistar o mundo e mudar a sua face, principalmente aqui na América Latina. Por isso no documento, por mais que se fala da missão em todo o continente, só num ponto fala da missão continental. (551). Esta missão continental, “procurará colocar a Igreja em estado paramente de missão”. O documento aconselha ainda “Levemos nossos navios mar adentro, com o poderoso sopro do Espírito Santo, sem medo de tormentas, seguros de que a Providência de Deus nos proporcionará grandes surpresas”. (DA 551). O Papa, no seu discurso inaugural da Conferência em Aparecida, aponta como campos prioritários da missão: a família, os presbíteros, os religiosos (as) e consagrados (as), os leigos e os jovens e a pastoral vocacional.
Assim, neste momento a Igreja entra em estado permanente de missão. O Documento de Aparecida não fala em discípulos “e” missionários, mas em “discípulos missionários”, pois o discipulado é seguimento de Jesus, enquanto continuação de sua obra. “A missão não é uma tarefa opcional, mas integrante da identidade cristã”. A comunhão é missionária e a missão é para a comunhão. Portanto, missão não é campanha, mas um estado do ser cristão. Com isso, a proposta da “missão continental” perdeu força, na medida em que, se ela acontecer, só será continental, enquanto for assumida e realizada em todas as Igrejas Locais. (Agenor Brighenti - Critérios para a leitura do Documento de Aparecida).
A alma da Igreja é ser missionária. O Papa Paulo VI na Exortação Apostólica “Evangeli Nunciandi” disse que se tirar a missionariedade da Igreja tiramos dela a sua alma. “Nós queremos confirmar, uma vez mais, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial da Igreja (...) Evangelizar constitui de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição”.
(EN 14). Este conceito da missão o Documento de Aparecida reforça e aplica para os já batizados e engajados na Igreja.
Que Santa Terezinha nos anime com o seu exemplo ser discípulos missionários de Jesus Cristo.

Dom Ceslau Stanula CSsR
Bispo de Itabuna

quinta-feira, 8 de outubro de 2009


OUTUBRO: MÊS MISSIONÁRIO


A Igreja propõe que neste mês reforcemos o espírito missionário que está em nosso coração. É um tempo forte e importante para assumirmos um compromisso vivo e eficaz com o Evangelho. Todos nós temos uma missão a cumprir! Mas, o que é a missão?

É evidente que este termo não tem uma resposta exata como na matemática. Podemos dizer que missão é viver e anunciar a Boa Nova que provém do Pai, como nos ensina o seu Filho Amado, o mestre Jesus Cristo: O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra (Jo 4,34). Missão, assim, é colaborar na construção do Reino de Deus, para que cresça até a sua plenitude: colheita dos frutos abundantes esperados por Deus, isto é, a dignidade humana integral.

Missão é o anúncio de Jesus Cristo e do Evangelho, acompanhado do compromisso com a promoção e defesa da vida em todas as suas dimensões. O tema da V Conferência do Episcopado Latino-Americano e Caribe expressou muito bem isso: Discípulos e missionários de Jesus Cristo para que nele nossos povos tenham vida. Jesus Cristo, caminho, verdade e vida.

Missão, também, é resgatar as sementes do Verbo em cada cultura, raça, etnia existentes em cada época da história, sempre na construção de um novo céu e uma nova terra (cf. Ap 21,1). É ter a disponibilidade ir ao encontro do outro, do diferente, daquele que é semelhante a mim, mas
que não tem minha fisionomia, não fala minha língua, não escreve igual a mim, não come a mesma comida, veste-se com cores diferentes, canta e dança em outro ritmo, gosta de outros esportes e até mesmo vive outro credo religioso.

Entretanto, nunca com uma atitude de imposição do próprio ponto de vista. É fundamental agirmos com respeito e abertura em face às diversidades culturais existentes. Com atitudes de
reconhecimento e valorização dos demais entenderemos verdadeiramente o anúncio de Deus através do profeta Isaías: Eu virei para reunir os povos de todas as línguas (Is 66, 18). Portanto, nossa missão não é dividir, disputar, julgar, condenar, mas unir, somar, aprender, construir vida nova como muitos missionários(as) já conseguiram e outros tantos ainda estão vivendo em seu ardoroso empenho pelas missões.

Lembremos de Santa Teresinha, padroeira das missões, que no Carmelo compreendeu que sua missão era fazer amado o Rei do céu, submeter-lhe o reino dos corações... Teresinha nos ensinou, por sua vida, que a contemplação é o alicerce da missão. Lembremos também do Bem-aventurado Scalabrini, pai e apóstolo dos migrantes, que sempre desejou ser missionário e visitou
incansavelmente seus diocesanos, seus missionários e os migrantes. São exemplos que nos ajudam viver a vontade do Pai Criador.


Pe. Paulo Rogério Caovila, cs

domingo, 4 de outubro de 2009


O que é o TERÇO ?

Chama-se terço (5 dezenas) porque é a terça parte do rosário (15 dezenas). Vejamos um pouco da história do rosário: segundo consta, o rosário teve suas origens na Irlanda, no século IX. Naquela época, os 150 salmos de Davi eram uma das formas mais usadas de oração entre os monges. Os leigos, não sabendo ler, contentavam-se em ouvir a recitação dos Salmos.

Por volta do ano 800, começou a surgir o costume, entre os leigos, de recitarem 150 “Pai-nossos” (texto bíblico). No início os devotos usavam uma bolsa de couro com 150 pedrinhas para contar as vezes que repetiam a oração. Mais tarde começou a ser usado um cordão com 50 pedacinhos de madeira. É a origem do instrumento que chamamos de terço.

Em 1072 São Pedro Damião menciona que já era costume, em sua época, recitar, em forma de diálogo, 50 vezes a saudação angélica (primeira parte da Ave-Maria).

Durante o Sec. XIII apareceu o costume de se recitar 150 louvores a Maria (breves pensamentos lembrando as virtudes e glórias de Nossa Senhora). Neste período aparece a palavra rosarium que significa buquê de rosas.

Por volta de 1365, Henrique Kalkar agrupou as 150 saudações angélicas em dezenas, intercalando um Pai-Nosso em cada grupo de 10 Ave-Marias. Desta data até 1470 foram feitas outras modificações.

A partir de 1470, apareceram os dominicanos como os grandes propagadores desta forma simples de oração. A cada uma 150 Ave-Marias correspondia um pensamento bíblico.

Por volta de 1500, teve origem a xilogravura. Como o analfabetismo continuava a imperar, usava-se reproduzir em madeira as cenas evangélicas para meditação. Usavam-se 15 cenas bíblicas correspondentes a cada dezena de Ave-Marias.

Durante os séculos XVI e XVII generalizou-se o costume de se explicitarem apenas os 15 pensamentos relativos a cada dezena.

Por volta de 1700, São Luiz de Montfort consagrou a forma de se ler um pensamento mais longo, narrando a cena Bíblica e sugerindo atitudes práticas a cada dezena de Ave-Marias. Convencionou-se chamar cada um destes pensamentos de “mistério”. É a forma mais conhecida hoje, o rosário com 15 mistérios.

Hoje se reza mais o terço, os mistérios foram divididos em quatro partes, cada qual com 5 meditações: nascimento e infância de Jesus (mistérios da alegria), paixão e morte (mistérios dolorosos), ressurreição e ascensão (mistérios gloriosos).

Ao celebrar 24 anos de pontificado, no dia 16/10/2002, o Papa João Paulo II assinou a carta apostólica Rosarium Virginis Mariae em que acrescenta, ao rosário, os cinco Mistérios da Luz, inspirados na vida pública de Jesus.

O terço nos coloca diante da Santíssima Trindade e de Maria, e é também uma oração inspirada na Bíblia, como podemos observar: reza-se 5 vezes o Pai-Nosso (ensinado por Jesus) e 50 vezes a Ave-Maria (que contém a saudação do anjo e de Izabel a Maria). A oração central do terço é Jesus.

No terço não se trata de repetição mecânica de palavras. O grande segredo do terço está na meditação dos mistérios de nossa redenção, vividos por Jesus e Maria. Os grandes Santos rezavam o terço. O Papa reza. A Igreja recomenda a todos. A Bíblia não se opõe em aspecto nenhum com relação ao terço, ainda mais sendo Jesus a oração central dele.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Como entender Cristo na Hóstia Consagrada


Como entender Cristo na Hóstia Consagrada
Só Deus pode 'transubstanciar'
Em todo ser há um conjunto de coisas que podem mudar, como o tamanho, a cor, o peso, o sabor, etc., e um substrato permanente que, conservando-se sempre o mesmo, caracteriza o ser, que não muda. Esse substrato é chamado substância, essência ou natureza do ser. Em qualquer pedaço de pão há coisas mutáveis: a cor, tamanho, gosto, o sabor, a posição, sem que a substância que as sustenta mude; esta substância ninguém vê; mas é uma realidade. Assim, há homens de cores diferentes, feições diferentes, etc.; mas todos possuem uma mesma substância: uma alma humana imortal, que se nota pelas suas faculdades, as quais os animais não têm: inteligência, liberdade, vontade, consciência, psique, entre outros.


Quando as palavras da consagração são pronunciadas sobre o pão, a substância deste muda ou se converte totalmente em substância do Corpo humano de Jesus (donde o nome "transubstanciação"), ficando, porém, os acidentes externos (aparências) do pão (gosto, cor, cheiro, sabor, tamanho, etc.); sendo assim, sem mudar de aparência, o pão consagrado já não é pão, mas é substancialmente o Corpo de Cristo. O mesmo se dá com o vinho; ao serem pronunciadas sobre ele as palavras da consagração; sua substância se converte na do Sangue do Senhor, pelo poder da intervenção da Onipotência Divina.


Isso explica como o Corpo de Cristo pode estar simultaneamente presente em diversas hóstias consagradas e em vários lugares ao mesmo tempo. Jesus não está presente na Eucaristia segundo as suas aparências, como o tamanho ou a localização no espaço. Uma vez que os fragmentos de pão se multiplicam com a sua localização própria no espaço; assim onde quer que haja um pedaço de pão consagrado, pode estar de fato o Corpo Eucarístico de Cristo.


Uma comparação: quando você olha para um espelho, aí você vê a imagem do seu rosto inteiro; se quebrá-lo em duas ou mais partes, a sua imagem não se quebrará com o espelho, mas continuará uma imagem inteira em cada pedaço.


É preciso, então, entender que a presença de Cristo Eucarístico pode se multiplicar, sem que o Corpo do Senhor se multiplique. Isso faz com que a presença do Cristo Eucarístico possa multiplicar (sem que o Corpo d'Ele se multiplique) se forem multiplicados os fragmentos de pão consagrados nos mais diversos lugares da Terra. Não há bilocação nem multilocação do Corpo de Cristo.


O Corpo de Cristo, sob os acidentes do pão, não tem extensão nem quantidade próprias; assim não se pode dizer que a tal fragmento da hóstia corresponda tal parte do Corpo de Cristo. Quando o pão consagrado é partido, só se parte a quantidade do pão, não o Corpo de Jesus.


Assim muitas hóstias e muitos fragmentos de hóstia não constituem muitos Cristos – o que seria absurdo – , mas muitas "presenças" de um só e mesmo Cristo. Analogamente a multiplicação dos espelhos não multiplica o objeto original, mas multiplica a presença desse objeto; também a multiplicação dos ouvintes de uma sinfonia não multiplica essa sinfonia, mas apenas a presença desta.


Por essas razões, quando se deteriora o Pão Eucarístico por efeito do tempo, da digestão ou de um outro agente corruptor, o que se estraga são apenas os acidentes do pão: quantidade, cor, figura, entre outros, e nesse caso, o Corpo de Cristo deixa de estar presente sob os Véus Eucarísticos; isso porque Nosso Senhor Jesus Cristo quis que, nas espécies ou nas aparências de pão e vinho, garantir a Sua presença sacramental, e não nas de algum outro corpo.


A fé católica ensina uma conversão total e absoluta da substância do pão na do Corpo de Cristo; o Concílio de Trento rejeitou a doutrina de Lutero, que admitia a “empanação” de Cristo: empanação, segundo a qual permaneceriam a substância do pão e a do vinho junto com a do Corpo e a do Sangue de Cristo; o pão continuaria a ser realmente pão (e não apenas segundo as aparências), o vinho continuaria a ser realmente vinho (e não apenas segundo as aparências), de tal sorte que o Corpo de Cristo estaria como que “revestido” de pão e vinho. Para o Concílio de Trento e, para a fé católica, esse tipo de presença de Cristo na Eucaristia é insuficiente; é preciso dizer que o pão e o vinho, em sua realidade íntima (substância), deixam de ser pão e vinho para se tornarem a realidade mesma do Corpo e do Sangue de Cristo.


Assim como na criação acontece o surgimento de todo o ser, também na Eucaristia há a conversão de todo o ser. Essa “conversão de todo o ser” é “conversão de toda a substância” ou “transubstanciação”.


Assim como só Deus pode criar (tirar um ser do nada), só Deus pode “transubstanciar”; ambas as atividade supõem um poder infinito que só o Senhor tem.


Para entender um pouco melhor o milagre da Transubstanciação podemos dizer ainda o seguinte: No milagre da Multiplicação dos Pães, Jesus mudou apenas a espécie do pão (no caso a quantidade), mas não mudou a sua natureza, continuou sendo pão. Quando Ele fez o milagre das Bodas de Caná, mudou a natureza da água (passou a ser vinho) e mudou também a sua espécie (cor, sabor, etc); no milagre da Transubstanciação, o Senhor muda apenas a natureza do pão e do vinho (passam a ser seu Corpo e Sangue) sem mudar a espécie (cor, sabor,cheiro, tamanho, etc.).


Tudo por amor a nós; Ele, o Rei do universo, se faz pequeno, humilde, indefeso... nas espécies sagradas do pão e do vinho, para ser nosso alimento, companheiro, modelo, exemplo, força, consolação...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009


Com a Bíblia na mão

O mês de setembro está dedicado,há alguns anos no Brasil para o estudo da Sagrada Bíblia. Este mês foi escolhido como mês da Bíblia por causa da festa de São Jerônimo que celebramos no dia 30 de setembro,foi o grande estudioso da Bíblia, inteligente, filósofo, capaz de pensar e falar em latim, grego e hebraico. Ele foi o primeiro a traduzir a Bíblia para a língua latina, a língua falada naquela época no império romano. A sua tradução se chama Vulgata,Neste momento quero falar do primeiro Livro da Sagrada Bíblia que é o Livro de Gênesis.
O Livro do Gêneses é o primeiro livro da Bíblia faz parte do Pentateuco, isto é, os cinco primeiros livros da Bíblia, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés. Gênesis significa “Origem, Nascimento, Fonte” - é o nome dado pela Septuaginta, (tradução feita, por setenta autores). Em hebraico este primeiro livro, se chama Bereshit - No Princípio - e seu título hebraico Bereshit é tirado da primeira palavra inicial do livro. O livro começa: “Bereshit bará Elohim...”.
Se olharmos os primeiros 11 capítulos de Gênesis, podemos observar que é a introdução a toda a Bíblia. Estes capítulos ultrapassam o tempo e o espaço da história. Eles nos respondem a eterna pergunta: de onde veio este mundo? Quem é o autor do mundo e das pessoas humanas?
O primeiro capítulo descreve de forma detalhada e pitoresca a criação do mundo. O autor sagrado coloca a obra criadora do mundo dentro dos dias da semana. Foram sete dias que Deus “gastou” para realizar a sua obra. Começou do céu, depois a terra, depois povoou a terra e os mares com seres vivos, criou os alimentos para estes seres, para finalmente criar, de uma forma solene o homem e a mulher. Depois da obra criadora “Deus descansou” e “... contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).
Como entender a narração da criação do mundo em sete dias? Claro que não se trata de uma criação “as prestações”. É uma forma mais clara e mais adequada, que o autor encontrou para transmitir a única verdade: tudo vem de Deus, Deus é o autor e a origem de tudo o que existe. Esta é a principal e essencial verdade transmitida para nós neste capítulo. Se Deus criou tudo de uma vez, ou criou algum núcleo e o colocou em evolução, não tem importância para o autor Sagrado. Para ele o importante foi sublinhar que tudo, mas absolutamente tudo tem a sua origem, o seu autor principal o Deus Criador. Deus não criou o mundo “aos poucos”. Até porque em Deus não existe tempo, não existe “ontem” nem “amanhã”, para Deus é tudo “agora”. Esta forma foi mais adequada para apresentar e ressaltar o senhorio de Deus sobre toda a criação. Ele é o Criador.Além de transmitir a origem e a autoria de todo o criado, os primeiros capítulos do Gênesis nos transmitem a grande verdade, que o homem e a mulher foram criados por Deus. Mais ainda, que na criação do homem e da mulher Deus teve uma intervenção especial – ele lhes criou o Espírito, o que nos chamamos alma. Diz a Bíblia: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” (Gn 1,27). Esta imagem de Deus se expressa nas pessoas na sua inteligência, sua vontade. O homem e a mulher podem raciocinar, amar, escolher. Estas são as faculdades espirituais do homem e da mulher. Esta é a diferença entre os animais e as pessoas humanas. Por isso ao criar o homem e a mulher Deus disse: “Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra” (Gn 1,28). Assim o homem e a mulher criados a imagem e semelhança de Deus são convidados para a administração do mundo. Dominar, explorar, respeitar a natureza, segundo o plano de Deus é a grande missão das pessoas na terra.
Os primeiros capítulos da Bíblia são uma grande catequese de importância capital, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. Eles nos dão a resposta às grandes perguntas da humanidade: De onde viemos? Para onde Vamos? Qual é a sua origem? Qual é o nosso fim? De onde vem e para onde vai tudo o que existe? Porque estas duas questões de origem e do fim são inseparáveis. (Veja Catecismo da Igreja Católica nº 282).Com a Bíblia na mão encontraremos as respostas certas a estas questões existenciais.


Dom Ceslau Stanula CSsR.
Bispo de Itabuna.