quarta-feira, 17 de março de 2010

IGREJA NO BRASIL GRITA CONTRA PROGRAMA “ANTI-CRISTÃO” DE DIREITOS HUMANOS DO GOVERNO!!

IGREJA NO BRASIL GRITA CONTRA PROGRAMA “ANTI-CRISTÃO” DE DIREITOS HUMANOS DO GOVERNO!!


A Paz de Cristo, irmãos!



Você, que é cristão, que é católico, que é evangélico, sabe que somos a maioria esmagadora do povo brasileiro. Porém, uma pequena minoria, que conta com o apoio de alguns poderosos, inclusive alguns meios de comunicação, estão tentando se passar por maioria e deformar a face do Brasil.



Somos maioria, somente que estamos muito calados e, inexplicavelmente, indiferentes diante das aberrações que estão tentando impôr ao Brasil, e portanto, às nossas vidas, e às de nossos familiares.



E hora de orar e jejuar pelo que está acontecendo, mas também “botar a boca no trombone!”

Fale para as pessoas na sua casa, na sua escola, na faculdade, no seu trabalho, na sua vizinhança, na sua paróquia, no seu grupo de oração!



A IGREJA NO BRASIL JÁ ESTÁ GRITANDO CONTRA O PNDH-3!!



Não pequemos por omissão hoje, em Nome de Jesus! Amanhã, pode ser tarde…



Veja o pronunciamento de mais de SESSENTA BISPOS do Brasil a respeito do anti-democrático, e anti-cristão, PROGRAMA NACIONAL DE DIREITOS HUMANOS (foi publicado no blog do Professor Felipe Aquino):



Pronunciamento acerca do 3º Programa Nacional de Direitos Humanos



Nós abaixo-assinados, impelidos por nosso dever pastoral como Bispos católicos, provenientes de várias regiões do País, reunidos em um encontro de atualização pastoral – prosseguindo a tradição profética da Igreja Católica no Brasil que, nos momentos mais significativos da história de nosso País, sempre se manifestou em favor da democracia, dos legítimos direitos humanos e do bem comum da sociedade, em continuidade com a Declaração da CNBB do dia 15 de Janeiro de 2010 e com a Nota da Comissão Episcopal de Pastoral para a Vida e a Família e em consonância com os pareceres emitidos por diversos segmentos da sociedade brasileira feridos pelo III Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH 3), assinado pelo Preside nte da República no dia 21 de dezembro de 2009 – nos vemos no dever de manifestar publicamente nossa rejeição a determinados pontos deste Programa.



Diz a referida Declaração: “A CNBB reafirma sua posição muitas vezes manifestada em defesa da vida e da família e contrária à discriminalização do aborto, ao casamento entre pessoas do mesmo sexo e o direito de adoção de crianças por casais homo-afetivos. Rejeita, também, a criação de mecanismos para impedir a ostentação de símbolos religiosos em estabelecimentos públicos da União, pois considera que tal medida intolerante, pretende ignorar nossas raízes históricas”.



Não podemos aceitar que o legítimo direito humano, já reconhecido na Declaração de 1948, de liberdade religiosa em todos os niveis, inclusive o público, possa ser cerceado pela imposição ideológica que pretende reduzir a manifestação religiosa a um âmbito exclusivamente privado. Os símbolos religiosos expressam a alma do povo brasileiro e são manifestação das raízes históricas cristãs que ninguém tem o direito de cancelar.



Há propostas que banalizam a vida, descaracterizam a instituição familiar do matrimônio, cerceiam a liberdade de expressão na imprensa, reduzem as garantias jurídicas da propriedade privada, limitam o exercício do poder judiciário, como ainda correm o perigo de reacendar conflitos sociais já pacificados com a lei da anistia. Estas propostas constituem, portanto, ameaça à própria paz social.



Fazemos nossas as palavras do Cardeal Dom Geraldo Majela Agnelo, Primaz do Brasil, referidas à proposta de discriminalização do aborto, mas extensivas aos demais aspectos negativos do programa. O PNHD 3 “pretende fazer passar como direito universal a vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por orgãos legitimos traz à tona métodos autoritários, dos quais com muito sacrifício nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80”.



“Firmes na esperança, pacientes na tribulação, constantes na oração” (Rm 12, 12), confiamos a Deus, Senhor supremo da Vida e da História, os rumos de nossa Pátria brasileira.



Rio de Janeiro, 28 de Janeiro de 2010.



+ Alano Maria Pena, Arcebispo de Niteroi, RJ



+ Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo de Guarabira



+ Fernando Arêas Rifan, Bispo da Administração Apostólica S. João Maria Vianney, Campos, RJ



+ Benedito Gonçalves Santos, Bispo de Presidente Prudente, SP



+ Joaquim Carreira, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP



+ Juarez Silva, Bispo de Oeiras, PI



+ Manoel Pestana Filho, Bispo emérito de Anápolis, GO



+ José Moreira da Silva, Bispo de Januária, MG



+ Tarcísio Nascentes dos Santos, Bispo de Divinópolis, MG



+ Guiliano Frigenni, Bispo de Parintins, AM



+ Paulo Francisco Machado, Bispo de Uberlândia



+ Gilberto Pastana de Oliveira, Bispo de Imperatriz, MA



+ Philipe Dickmans, Bispo de Miracema, TO



+ Edney Gouvêa Mattoso, Bispo eleito de Nova Friburgo, RJ



+ Carlos Alberto dos Santos, Bispo de Teixeira de Freitas – Caravelas, BA



+ Walter Michael Ebejer, Bispo emérito de União da Vitória, PR



+ José Antônio Peruzzo, Bispo de Palmas – Francisco Beltrão, PR



+ Franco Cuter, Bispo de Grajaú, MA



+ Karl Josef Romer, Secretário emérito do Pontifício Conselho para a Família



+ Roberto Lopes, Abade do Mosteiro de São Bento, Rio de Janeiro, RJ



+ Orani João Tempesta OCist., Arcebispo do Rio de Janeiro, RJ



+ Eugenio de Araujo Card. Sales, Arcebispo emérito do Rio de Janeiro, RJ



+ João Carlos Petrini, Bispo Auxiliar de São Salvador da Bahia



+ Luciano Bergamin, Bispo de Nova Iguaçu, RJ



+ Antônio Augusto Dias Duarte, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro, RJ



+ Wilson Tadeu Jönck, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro



+ Pedro Brito Guimarães, Bispo de São Raimundo Nonato, PI



+ Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, PE



+ Salvador Paruzzo, Bispo de Ourinhos, SP



+ José Moureira de Mello, Bispo de Itapeva, SP



+ José Francisco Rezende Dias, Bispo de Duque de Caxias, RJ



+ Laurindo Guizzardi, Bispo de Foz do Iguaçu, PR



+ Gornônio Alves da Encarnação Neto, Bispo de Itapetininga, SP



+ Carmo João Rhoden, Bispo de Taubaté, SP



+ Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, BA



+ João Bosco de Sousa, Bispo de União da Vitória, PR]



+ Osvino José Both, Arcebispo Militar do Brasil, BSB



+ Capistrano Francisco Heim, Bispo Prelado de Itaituba, PA



+ Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba, PB



+ Gil Antonio Moreira, Arcebispo de Juiz de Fora, MG



+ Moacir Silva, Bispo de São José dos Campos, SP



+ Diamantino Prata de Carvalho, Bispo de Campanha, MG



+ Caetano Ferrari, Bispo de Bauru, SP



+ Aléssio Saccardo, Bispo de Ponta de Pedras, PA



+ Heitor de Araújo Sales, Arcebispo emérito de Natal, RN



+ Matias Patrício de Macêdo, Arcebispo de Natal, RN



+ Geraldo Dantas de Andrade, Bispo auxiliar de São Luis do Maranhão, MA



+ Bonifácio Piccinini, Arcebispo emérito de Cuiabá, MT



+ Tarcísio Scamarussa, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP



+ Celso José Pinto da Silva, Arcebispo emérito de Teresina, PI



+ José Palmeira Lessa, Arcebispo de Aracaju, SE



+ Antônio Carlos Altieri, Bispo de Caraguatatuba, SP



+ Aloisio Hilário de Pinho, Bispo emérito de Jataí, GO



+ Guilherme Porto, Bispo de Sete Lagoas, MG



+ Adalberto Paulo da Silva, Bispo Auxiliar emérito de Fortaleza, CE



+ Bruno Pedron, Bispo de Ji-Paraná, RO



+ Fernando Mason, Bispo de Piracicaba, SP



+ João Mamede Filho, Bispo Auxiliar de São Paulo, SP



+ José Maria Pires, Arcebispo emérito de Paraíba, PB



+ Alfredo Schaffler, Bispo de Parnaíba, PI



+ João Messi, Bispo de Barra do Piraí – Volta Redonda, RJ



+ Friederich Heimler, Bispo de Cruz Alta, RS



+ Osvaldo Giuntini, Bispo de Marília, SP



+ Assis Lopes, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ



+ Edson de Castro Homem, Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ



+Alessandro Ruffinoni, Bispo auxiliar de Porto Alegre, RS



+ Leonardo Menezes da Silva, Bispo auxiliar de Salvador, BA

CARDEAL PRIMAZ DO BRASIL CONDENA PNDH DO GOVERNO!

CARDEAL PRIMAZ DO BRASIL CONDENA PNDH DO GOVERNO!


A Paz, irmãos!



Eu nunca vi em toda a minha vida, um Programa lançado por um Governo no nosso país, que traga tantas barbaridades anti-democráticas, e que continua suscitando uma reação contrária da Igreja (dos Cardeais, dos bispos, dos padres, do povo católico), de cristãos evangélicos de várias denominações, e até de vários setores importantes da sociedade, como o Programa Nacional dos “Direitos” Humanos do Governo Lula!!



Veja o artigo do Cardeal Primaz do Brasil


Brasil: Programa de direitos humanos e os equívocos para o desenvolvimento



Por Cardeal Geraldo Agnelo



O Governo apresentou, no início das férias de final de ano, o Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH), com mais de 500 proposições e 73 páginas que, segundo muitos comentadores, agride diversos artigos da Constituição Brasileira e afronta diversos setores da sociedade civil. Assim, o leitor fica sem saber se esse decreto, que sai em ano eleitoral, deve ser recebido como o programa com o qual o Governo mostra sem retoques seu rosto aos eleitores ou se foi um equívoco do grupo que o redigiu, destinado a sair de circulação.



Os temas tratados são de grande interesse, mas os equívocos são muitos e perigosos. O PNDH foi preparado sem uma ampla consulta à sociedade. Esta seria a maneira de sinalizar amadurecimento e consolidação do método democrático, abrindo espaço para o diálogo na sociedade plural.



Os direitos humanos dos quais fala o PNDH se parecem mais com proposições de forte conotação ideológica próprias de grupos minoritários, do que com os Direitos Humanos propriamente ditos.



A fonte última dos Direitos Humanos não se situa na mera vontade dos seres humanos, na realidade do Estado, nos poderes públicos, mas no próprio homem e em Deus seu criador. Tais direitos são universais, invioláveis e inalienáveis”. (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, n. 153).



A Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamada no dia 10 de dezembro de 1948 pela ONU tinha por objetivo, como está dito no Preâmbulo, inibir a repetição de circunstâncias históricas que provocaram “o desprezo e o desrespeito pelos direitos humanos que resultaram em atos bárbaros que ultrajaram a consciência da Humanidade”.



Os direitos que constam na Declaração da ONU podem e devem ser aperfeiçoados, integrados e explicitados. Mas isto jamais pode ser feito apresentando outros “direitos” em contradição com os que já foram solenemente proclamados. É o caso, por exemplo, do direito à vida, formulado no artigo terceiro da Declaração da ONU que reza: “Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal”.



O PNDH quer descriminalizar o aborto, tornando-o legítimo e factível até o último dia da gestação. Isto contradiz frontalmente o espírito e a letra do artigo terceiro. Além disso, pretende fazer passar como direito universal à vontade de uma minoria, já que a maioria da população brasileira manifestou explicitamente sua vontade contrária. Fazer aprovar por decreto o que já foi rechaçado repetidas vezes por órgãos legítimos traz à tona métodos autoritários dos quais com muitos sacrifícios nos libertamos ao restabelecer a democracia no Brasil na década de 80.



Além do mais “a abertura à vida está no centro do desenvolvimento – afirma o Papa Bento - Quando uma sociedade começa a negar e a suprimir a vida, acaba por deixar de encontrar as motivações e as energias para trabalhar ao serviço do verdadeiro bem do homem” (Caritas in Veritate, n. 28).



A Declaração Universal dos Direitos Humanos, no seu artigo XVII reza: “Toda pessoa tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância, isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.



No entanto, o PNDH pretende banir do espaço público os símbolos religiosos. Creio que um referendum a respeito disso demonstraria a origem ideológica de uma opção que um pequeno grupo quer impor ao país inteiro, revelando sua postura autoritária. O amor à religião caracteriza a sensibilidade e a cultura do povo brasileiro. Fica difícil compreender como o Governo mais popular possa tomar decisões antipopulares.



O Brasil será condenado a continuar sendo o País do futuro? Nós podemos dar todos os passos para ingressar num patamar mais elevado de justiça e de democracia, de crescimento e de paz. Mas o PNDH traz muitos sinais que parecem alimentar o atraso, o conflito e o mal-estar na sociedade.



“http://www.zenit.org/article-23908?l=portuguese”>http://www.zenit.org/article-23908?l=portuguese - 25 jan 2010



Dom Geraldo M. Agnelo

Cardeal Arcebispo de Salvador”

quarta-feira, 10 de março de 2010

2010 Ano da Juventude

Dom Eduardo e Dom Altiere

"Queremos estar com os jovens, falar a linguagem dos jovens, nos aproximar deles, mas devemos levar alguma coisa para ajuda- los a crescer."


Em entrevista coletiva para os departamentos de mídia da Canção Nova, o Bispo Auxiliar de Campo Grande (MS), responsável pelo Setor Juventude da CNBB, Dom Eduardo Pinheiro, SDB, junto com Dom Antônio Carlos Altiere, SDB, Bispo de Caraguatatuba (SP) e responsável pelo Setor Juventude do Vale do Paraíba, falaram sobre os desafios da evangelização no ano em que a ONU anuncia "O Ano Internacional da Juventude" e também da possibilidade de o Brasil sediar a Jornada Mundial da Juventude de 2014.


Cancaonova.com: Qual seria o primeiro passo em relação àqueles jovens que ainda não tiveram um envolvimento direto com realidades religiosas?

Dom Altiere: Penso que o maior testemunho de Deus foi enviar seu Filho, que se encarnou em nosso meio. Portanto, a proposta mais eficaz deve partir deste exemplo: a nossa inserção, a presença, a aproximação, de deixarmos nosso lugar, a nossa experiência, a visão das coisas e estar próximo dos jovens. Este é o primeiro passo para cativá-los, para poder penetrar no seu mundo com nossa linguagem e que possam nos entender e perceber a mensagem que queremos trazer, sabendo que nem sempre o êxito acontece. O próprio Jesus nos trouxe a riqueza da Salvação, mas não foi entendido por todos, então nos deixou a missão de continuarmos tentando semeá-la. A primeira atitude concreta é ir ao encontro, a estar no meio.

Dom Eduardo: Percebemos, no Evangelho, que nos narra sobre os discípulos de Emaús, uma orientação com referência a isso. Mesmo sendo os discípulos de Jesus, pessoas que estavam acreditando na proposta de d'Ele, houve momentos de crise, de dúvidas e angústias. Jesus chega nesta atitude de aproximação, de entender a sua realidade, as suas angústias, as dúvidas e os seus medos. Esse é um procedimento eficaz que dá certo, ou seja, entrar no mundo do jovem e entender quais são as suas perguntas e não se assustar com elas ainda que pareça um absurdo para nós adultos.
A atitude de Jesus Cristo é a aproximação e não só de conhecimento, pois este sabia o que se passava no coração desses discípulos desanimados. O fato de querer conhecer a vida dos jovens, os seus problemas e angústias, já revela em si o fato de se aproximar. Um carinho, uma atenção toda especial que faz o jovem acreditar na nossa proposta, na nossa presença, confiando em nós enquanto pessoas enviadas por Deus para ajudá-los, para auxiliá-los, animá-los e fazer com que o projeto de Jesus Cristo seja conhecido, acolhido, amado e vivenciado.

cancaonova.com: A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou ser este ano o "Ano Internacional da Juventude". Qual o papel do jovem na Igreja?


Dom Eduardo: Essa notícia é algo muito recente. Já começando o ano soubemos desta proclamação da ONU e não podemos ficar de fora por vários motivos. Primeiro, porque a juventude é uma parcela muito querida pela Igreja. Podemos até não saber o que fazer com ela, junto com ela mas, é uma parcela muito querida. Escrevemos um artigo, e mandei em nome da CNBB um comunicado aos Bispos do Brasil, dizendo que aproveitem esse momento que também a sociedade e o mundo está proclamando como um momento especial de olharmos de um modo unico para os jovens e entender , se aproximar, criar um laço mais forte, tanto que o tema é: 'dialogo e entendimento mutuo'. A sociedade está percebendo este distanciamento, pois são dois grandes distanciamentos: O distanciamento da juventude com relação ao mundo adulto. Há uma linguagem nova que nós adultos não estamos entendendo, conectando, é preciso então ter esse diálogo, paciência em todos os setores sociais, eclesiais e a relação humana. Outro distanciamento é o dialogo dos jovens com a realidade do mundo. Alguns elementos que a ONU chama a atenção dentro deste ano é com a relação às problemáticas do mundo, tanto dos problemas ecológicos como também a miséria, o sofrimento e a violência. Como o jovem dialoga com esta realidade agressiva, que no fundo trás uma vontade de fugir. A problemática da droga, por exemplo, que é uma maneira de fugir desta realidade que é gritante e que exige um posicionamento. Este 'Ano Internacional' é algo muito interessante, acreditamos que se levado a sério toda a Igreja pode crescer. Este comunicado é que principalmente a Igreja, os adultos da igreja, os leigos, clero, religiosos se aproximem dos jovens e os jovens não tenham medo, se aproximem dos adultos e assim criemos uma unidade maior.

Dom Altiere: A ONU fala para o mundo em geral e para a sociedade, mas penso que para a Igreja tem um aspecto muito particular, pois a juventude é o rosto da Igreja. A Igreja que tem a presença do Espírito Santo e do Cristo ressuscitado, que vive para sempre, que não envelhece. Tem 2 mil anos na contagem humana e na sua historia, mas a Igreja tem uma dimensão sobrenatural e de eternidade. Se qualquer grupo social se preocupa com a juventude, porque é uma certeza de qualidade para o futuro de um país, a Igreja com maior razão deve manter a vivacidade, a criatividade da própria vida nova, de quem nasce no tempo novo, de quem esta sintonizado com o momento histórico. Tanto com a tecnologia, como as crianças que já nascem com a habilidade, uma sintonia com esta linguagem que nós adultos vamos mais devagar. Por isso a Igreja precisa da juventude para ser esta novidade e ter o frescor da boa nova.

"É preciso estar no meio dos jovens para entendê-los"

cancaonova.com: Este ano a Canção Nova, por iniciativa do Eto, declarou ser também o ano da juventude nessa obra de Deus. Podemos afirmar que esta ação é um importante auxílio no resgate da juventude por meio da espiritualidade da RCC?

Dom Eduardo: Todo o mundo que quer trabalhar com a juventude e que coloca isso como prioridade deve estar atento a ter todos os mecanismos de aproximação da realidade juvenil. As realidades dos jovens na sociedade são várias, existem várias juventudes. Elas se diferenciam por questões geográficas, poder aquisitivo, miséria, drogas e universidade, então temos essa diversidade. Primeiro, devemos nos aproximar das diversas juventudes, entender sua realidade. Segundo, não perder o foco, pois queremos estar com os jovens, falar a linguagem dos jovens, aproximarmo-nos deles, mas devemos levar alguma coisa para ajudá-los a crescer. Muitas coisas vamos descobrir no caminho, mas o nosso foco é Jesus Cristo. O Evangelho tem um projeto do Reino de Deus, que nos fala de amor ao próximo, de fidelidade ao Pai e de corresponsabilidade com relação aos irmãos. Provoque nos jovens este olhar atento, bonito, saudável com relação a Deus e ao próximo, para que, crescendo nesta sensibilidade do amor a Deus e ao próximo, estejamos cumprindo o Evangelho. Estes são os elementos para dinamizar uma bonita prioridade, e que isso não seja somente neste ano.

Dom Altiere: Vejo essa intuição, a decisão do Eto de definir o ano da juventude, que já é um fruto do reforço carismático da Família Salesiana. No momento em que isso se consolida em um gesto concreto de sintonia e de resposta à ação do Espírito , que fez esta família se unir e crescer. Vejo a Canção Nova como tal, que tem este carisma da comunicação e vive a experiência da Renovação, um momento histórico, oportuno, porque nos fala Papa Bento XVI que precisamos partir de uma experiência pessoal com Jesus Cristo. Essa experiência em cada época teve um modo de atingir um 'tendão de Aquiles' por onde entrar; seja pela cultura, seja pela parte acadêmica, social, política. Hoje vemos, fruto do nosso mundo moderno, o capitalismo desenfreado, o individualismo crescente que leva à solidão e à carência. A coincidência do momento histórico, da necessidade do nosso povo, dos nossos jovens e a riqueza da redescoberta da força do Espírito na Igreja, que toca a pessoa no seu todo e não só na razão, é um momento histórico do Espírito, e portanto, daquela comunidade que tem a experiência concreta e vive esta espiritualidade. Por essa razão, é uma linguagem mais acessível e mais compreensível para os jovens. Esta missão não é para descobrir a missão de outros nem outros grupos da vida Salesiana na Igreja. Vocês têm, neste momento, o privilégio por estas coincidências que o Espírito suscita no tempo, aquele grupo que foi preparado, sonhado por Ele e que responde à Igreja atuante naquele momento histórico. Sempre haverá todas as outras urgências e necessidades, por isso, a manutenção dos demais carismas. Hoje, a necessidade do mundo e da juventude tem uma clara predisposição para que a Renovação Carismática e a Canção Nova possam ser o carro-chefe da comunicação deste grande valor que é a salvação e a santidade que Jesus quer nos dar.

cancaonova.com: Quais as possibilidade de a Jornada Mundial da Juventude ser no Brasil?

Dom Eduardo: As possibilidades são muito grandes. Desde 2007, quando em nome da CNBB, eu pedi ao Papa que ela fosse realizada no Brasil, porque todos viram a manifestação de alegria do Santo Padre quando ele esteve naquele encontro com a juventude no Estádio do Pacaembu, e desde aquela época, a CNBB tem enviado relatórios. Existem duas cidades que se pronunciaram que são: Belo Horizonte( MG) e Rio de Janeiro (RJ) e nós temos aí a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, então há possibilidade de a Jornada ser aí no meio desses dois grandes eventos. Nós estamos aí acompanhando e acreditamos que tem tudo para dar certo aqui no Brasil, nós precisamos agora acreditar e rezar para que tudo dê certo e já nos envolver neste ambiente de Jornada Mundial da Juventude. Nós vamos ter no ano que vem (2011) a Jornada Mundial da Juventude em Madri, e não é complicado ir a Madri. Talvez nós brasileiros não tenhamos ainda este hábito de ir para o exterior, mesmo porque as questões financeiras pesam bastante, mas não é impossível, porque hoje existem várias facilitações e se a gente se organizar e se planejar a gente consegue realizar o sonho, e eu acho que vai ser muito importante e significativo nós termos um bom número da juventude brasileira lá, porque é no penúltimo dia que o Papa anuncia oficialmente onde será a próxima Jornada. Estamos torcendo e temos a certeza de que Deus vai fazer a vontade d'Ele e a gente vai investir neste evento tão importante para a vida da Igreja, para a sociedade e para a juventude em geral.



Fonte : Comunidade Canção Nova