quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Parabéns os crismados

A crisma é o sacramento de adultos,de pessoas responsáveis,que querem renovar sua fé em cristo,participar da vida da comunidade e realizar serviços em favor dos irmãos,em vista da construção do reino de Deus.O bispo,pastor visível de nossa igreja,transmitir os crismandos o Espírito Santo com a imposição das mãos e a unção com o óleo de oliveira.
"Que Jesus o mergulhe no esplendor  de sua imortal Juventude" Pe.Pio

Louvemos e agradecemos ao bom Deus por todos os crismados e clamamos que os dons do Espírito Santo Temor de Deus,Piedade ,Fortaleza,Conselho,Ciência, Inteligência,Sabedoria  estejam sempre com vocês.
Que a benção de Deus todo-poderoso caia sobre vocês Pai.e filho + e o Espírito Santo.Amém
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 24 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Oferecemos a seguir o discurso pronunciado hoje por Bento XVI diante dos peregrinos congregados na Praça de São Pedro para a audiência geral de quarta-feira.


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Queridos irmãos e irmãs:

Na sexta-feira passada, 19 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e dia tradicionalmente dedicado à oração pela santificação dos sacerdotes, tive a alegria de inaugurar o Ano Sacerdotal, proclamado com ocasião do 150º aniversário do “nascimento ao Céu” do cura d’Ars, São João Maria Batista Vianney. E entrando na Basílica vaticana para a celebração das Vésperas, quase como um primeiro gesto simbólico, detive-me na Capela do Coro para venerar a relíquia deste santo pastor de almas: seu coração. Por que um Ano Sacerdotal? Por que precisamente na recordação do santo cura d’Ars, que aparentemente não fez nada de extraordinário? A Providência divina fez que sua figura se aproximasse da de São Paulo. Enquanto de fato se está concluindo o Ano Paulino, dedicado ao apóstolo das gentes, modelo extraordinário de evangelizador que realizou diversas viagens missionárias para difundir o Evangelho, este novo ano jubilar nos convida a olhar um pobre agricultor convertido em humilde pároco, que realizou seu serviço pastoral em um pequeno povoado. Se os dois santos se diferenciam muito pelos trajetos de vida que os caracterizaram –um viajou de região em região para anunciar o Evangelho, o outro acolheu milhares e milhares de fiéis permanecendo sempre em sua pequena paróquia–, há no entanto algo fundamental que os une: sua total identificação com seu próprio ministério, sua comunhão com Cristo que fazia Paulo dizer: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim” (Gálatas 2, 20). Já São João Maria Vianney gostava de repetir: “Se tivéssemos fé, veríamos Deus escondido no sacerdote como uma luz atrás do cristal, como o vinho mesclado com a água”. O objetivo deste Ano Sacerdotal, como escrevi na carta enviada aos sacerdotes para esta ocasião, consiste em favorecer o fortalecimento de cada presbítero “até a perfeição espiritual da qual depende sobretudo a eficácia de seu ministério”, ajudar os sacerdotes e, com eles, todo o Povo de Deus, a redescobrir e revigorar a consciência do extraordinário e indispensável dom da Graça que o ministério ordinário representa para quem o recebeu, para toda Igreja e para o mundo, que sem a presença real de Cristo, estaria perdido.

Indubitavelmente, mudaram as condições históricas e sociais nas quais se encontrou o cura d’Ars e é justo se perguntar como os sacerdotes podem imitá-lo em sua identificação com seu próprio ministério nas atuais sociedades globalizadas. Num mundo em que a visão comum da vida compreende cada vez menos o sagrado, em cujo lugar o “funcional” converte-se na única categoria decisiva, a concepção católica do sacerdócio poderia correr o risco de perder sua consideração natural, inclusive dentro da consciência eclesial. Não é casual que tanto nos ambientes teológicos como também na prática pastoral concreta e de formação do clero, contrastam-se, e inclusive se opõem, duas concepções diferentes do sacerdócio. Sublinhei a propósito disso há alguns anos que existe “por um lado uma concepção social-funcional que define a essência do sacerdócio com o conceito do ‘serviço’: o serviço à comunidade, na realização de um função... Por outro lado, está a concepção sacramental-ontológica, que naturalmente não nega o caráter de serviço do sacerdócio, mas que o vê ligado ao ser do ministro e considera que este ser está determinado por um dom concedido pelo Senhor através da mediação da Igreja, cujo nome é sacramento” (J. Ratzinger, Ministério e vida do sacerdote, em Elementi di Teologia fondamentale. Saggio su fede e ministero, Brescia 2005, p.165). Também a mutação terminológica da palavra “sacerdócio” para o sentido de “serviço, ministério, encargo” é sinal desta concepção diferente. A concepção ontológica-sacramental está ligada ao primado da Eucaristia, no binômio “sacerdócio-sacrifício”, enquanto que a outra corresponderia ao primado da palavra e do serviço do anúncio.

Bem observadas, não se trata de duas concepções contrapostas, e a tensão que contudo existe entre elas deve-se resolver a partir de dentro. Assim, o decreto Presbyterorum ordinis do Concílio Vaticano II afirma: “Com efeito, o Povo de Deus é convocado e reunido pela virtude da mensagem apostólica, de tal modo que todos quantos pertencem a este Povo, uma vez santificados no Espírito Santo, se ofereçam como «hóstia viva, santa e agradável a Deus» (Rom. 12, l). Mas é pelo ministério dos presbíteros que o sacrifício espiritual dos fiéis se consuma em união com o sacrifício de Cristo, mediador único, que é oferecido na Eucaristia de modo incruento e sacramental pelas mãos deles, em nome de toda a Igreja, até quando mesmo Senhor vier” (n. 2). Perguntamo-nos então: que significa propriamente, para os sacerdotes, evangelizar? Em que consiste o chamado primado do anúncio? Jesus fala do anúncio do Reino de Deus como do verdadeiro objetivo de sua vinda ao mundo e seu anúncio não é apenas um “discurso”. Inclui, ao mesmo tempo, seu próprio atuar: os sinais e os milagres que Ele realiza indicam que o Reino vem ao mundo como realidade presente, que coincide em último termo com sua própria pessoa. Neste sentido, é obrigatório recordar que, também no primado do anúncio, palavra e sinal são inseparáveis. A pregação cristã não proclama “palavras”, mas a Palavra, e o anúncio coincide com a própria pessoa de Cristo, ontologicamente aberta à relação com o Pai e obediente a sua vontade. Portanto, um autêntico serviço à Palavra requer por parte do sacerdote que tenda a uma abnegação profunda de si mesmo, até dizer com o apóstolo: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim”. O presbítero não pode considerar-se “amo” da palavra, mas servo. Ele não é a palavra, mas, como proclamava João Batista, de quem celebramos precisamente hoje o nascimento, é “voz” da Palavra: “Uma voz clama no deserto: Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas” (Marcos 1, 3). Agora, ser “voz” da Palavra não constitui para o sacerdote um mero aspecto funcional. Ao contrário, pressupõe um substancial “perder-se” em Cristo, participando em seu ministério de morte e de ressurreição com todo o próprio eu: inteligência, liberdade, vontade e oferecimento dos próprios corpos, como sacrifício vivo (Cf. Romanos 12,1-2). Apenas a participação no sacrifício de Cristo, em seu kenosis, faz autêntico o anúncio! E este é o caminho que deve percorrer com Cristo para chegar a dizer ao Pai junto com Ele: “não se faça o que eu quero, senão o que tu queres” (Marcos 14,36). O anúncio, portanto, comporta sempre também o sacrifício de si, condição para que o anúncio seja autêntico e eficaz.

Alter Christus, o sacerdote está profundamente unido ao Verbo do Padre, que encarnando-se tomou a forma de servo, fez-se servo (Cf. Filipenses 2,5-11). O sacerdote é servo de Cristo, no sentido de que sua existência, configurada ontologicamente com Cristo, assume um caráter essencialmente relacional: ele está em Cristo, para Cristo e com Cristo ao serviço dos homens. Precisamente porque pertence a Cristo, o sacerdote está radicalmente ao serviço dos homens: é ministro de sua salvação, de sua felicidade, de sua autêntica libertação, amadurecendo, neste assunção progressiva da vontade de Cristo, na oração, nele está “unido de coração” com Ele. Esta é portanto a condição imprescindível de todo anúncio, que leva à participação no oferecimento sacramental da Eucaristia e a obediência dócil à Igreja.

O santo cura d’Ars repetia frequentemente com lágrimas nos olhos: “Que medo de ser sacerdote!”. E acrescentava: “Que infeliz é um sacerdote sem vida interior!” Que o Ano Sacerdotal conduza todos os sacerdotes a identificar-se totalmente com Jesus crucificado e ressuscitado, para que, à imitação de São João Batista, estejamos dispostos a “diminuir” para que Ele cresça; para que, seguindo o exemplo do cura d’Ars, advirtam de forma constante e profunda a responsabilidade de sua missão, que é sinal e presença da infinita misericórdia de Deus. Confiemos à Virgem, Mãe da Igreja, o Ano Sacerdotal recém-começado e todos os sacerdotes do mundo.

[Ao final da audiência, o Papa saudou os peregrinos em vários idiomas. Em espanhol, disse:]

Amados peregrinos de língua portuguesa, uma cordial saudação de boas-vindas para todos, nomeadamente para o grupo de Famões e os paroquianos de Espinho, confiando às vossas preces de modo particular os sacerdotes, neste ano a eles dedicado, para que sejam, a exemplo do Santo Cura d´Ars, sinal e presença da infinita misericórdia de Deus no meio dos seus irmãos. Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção.


Traduzido por Zenit

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Por que o Sapato do papa é Vermelho ?

A cor vermelha dos múleos papais (assim são chamados os sapatos) simboliza o sangue dos mártires e a sua completa submissão à autoridade de Jesus Cristo. Os múleos são sempre feitos à mão, com setim, veludo ou couro vermelhos, cujos cadarços, quando presentes, são de ouro e as solas feitas de couro.
Assim como os nobres, o Papa também usava calçados distintos quando em ambiente interno ou externo. No primeiro caso, os calçados eram feitos de veludo ou seda vermelhos, decorados com galões e uma cruz ouro na pala. Ao ar livre, os Papa usavam sapatos vermelhos lisos, feitos com couro do Marrocos, mas, também, com a cruz de ouro na pala, por vezes ornada com rubi. Primitivamente, esta cruz era grande, atingindo as bordas do sapato.
O Papa Paulo VI retirou a cruz de ouro dos múleos, mas manteve a fivela em seus sapatos, tal qual pode ser visto em sua histórica visita à Jerusalém em 1964. Em 1969 ele aboliu as fivelas de todos os sapatos eclesiásticos, que eram, até então, obrigatórias na corte papal e para todos os prelados. Ele também abandonou o uso dos sapatos de veludo e os sapatos brancos para o Tempo da Páscoa. Desde então os papas vêm usando múleos vermelhos lisos.
O Papa João Paulo II alternou o uso de múleos de tons vermelho sangue com outros de vermelho mais escurecido, sendo que os seus sapatos eram todos confecionados na Polônia. O Papa Bento XVI tem usado os múleos vermelhos tradicionais., ou seja, com um tom mais vivo.
(fonte original: http://pt.wikipedia.org - com várias modificações do texto, a fim de facilitar a leitura)

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Mês da Bíblia

        O mês de setembro está dedicado há alguns anos no Brasil, para o estudo da Sagrada Bíblia. Este mês foi escolhido como mês da Bíblia por causa da festa de São Jerônimo que celebramos no dia 30 de setembro, e que foi o grande estudioso da Bíblia, inteligente, filósofo, capaz de pensar e falar em latim, grego e hebraico. Ele foi o primeiro a traduzir a Bíblia para a língua latina, a língua falada naquela época no império romano. A sua tradução se chama Vulgata, quer dizer traduzida para a língua do povo.

       Neste momento não falo o que é a Bíblia, o que significa a palavra Bíblia, porque sabemos que é uma coleção de livros inspirados por Deus. Tampouco quero me deter da importância da Bíblia como Palavra de Deus, inspiradora e orientadora da nossa vida. Quero falar do primeiro Livro da Sagrada Bíblia que é o Livro de Gênesis.

         Livro de Gêneses foi escolhido este ano para o estudo e aprofundamento neste mês de setembro. O que significa palavra Gêneses? Gênesis é o primeiro livro da Bíblia. Faz parte do Pentateuco, isto é, os cinco primeiros livros da Bíblia, cuja autoria é, tradicionalmente, atribuída a Moisés. Gênesis significa “Origem, Nascimento, Fonte” - é o nome dado pela Septuaginta, (tradução feita, por setenta autores, por isso chamada Septuaginta). Em hebraico este primeiro livro, se chama Bereshit - No Princípio - e seu título hebraico Bereshit é tirado da primeira palavra inicial do livro. O livro começa: “Bereshit bará Elohim...”.

    Se olharmos primeiros 11 capítulos de Gênesis, podemos observar que são como a introdução a toda a Bíblia. Estes capítulos ultrapassam o tempo e o espaço da história. Eles nos respondem a eterna pergunta: de onde veio este mundo? Quem é o autor do mundo e das pessoas humanas?

    O primeiro capítulo descreve de forma detalhada e pitoresca a criação do mundo. O autor sagrado coloca a obra criadora do mundo dentro dos dias da semana. Foram sete dias que Deus “gastou” para realizar a sua obra. Começou do céu, depois a terra, depois povoou a terra e os mares com seres vivos, criou os alimentos para estes seres, para finalmente criar, de uma forma solene o homem e a mulher. Depois da obra criadora “Deus descansou” e “... contemplou toda a sua obra, e viu que tudo era muito bom” (Gn 1,31).

    Como entender a narração da criação do mundo em sete dias? Claro que não se trata de uma criação “as prestações”. É uma forma mais clara e mais adequada, que o autor encontrou para transmitir a única verdade: tudo vem de Deus, Deus é o autor e a origem de tudo o que existe. Esta é a principal e essencial verdade transmitida para nós neste capítulo. Se Deus criou tudo de uma vez, ou criou algum núcleo e o colocou em evolução, não tem importância para o autor Sagrado. Para ele o importante foi sublinhar que tudo, mas absolutamente tudo tem a sua origem, o seu autor principal o Deus Criador. Deus não criou o mundo “aos poucos”. Até porque em Deus não existe tempo, não existe “ontem” nem “amanhã”, para Deus é tudo “agora”. Esta forma foi mais adequada para apresentar e ressaltar a senhoria de Deus sobre toda a criação. Ele é o Criador.

        Além de transmitir a origem e a autoria de todo o criado, os primeiros capítulos do Gênesis nos transmitem a grande verdade, que o homem e a mulher foram criados por Deus. Mais ainda, que na criação do homem e da mulher Deus teve uma intervenção especial – ele lhes criou o espírito, o que nos chamamos à alma. Diz a Bíblia: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher” (Gn 1,27). Esta imagem de Deus se expressa nas pessoas na sua inteligência, sua vontade. O homem e a mulher podem raciocinar, amar, escolher. Estas são as faculdades espirituais do homem e da mulher. Esta é a diferença entre os animais e as pessoas humanas. Por isso ao criar o homem e a mulher Deus disse: “Dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra” (Gn 1,28). Assim o homem e a mulher criados a imagem e semelhança de Deus são convidados para a administração do mundo. Dominar, explorar, respeitar a natureza, segundo o plano de Deus é a grande missão das pessoas na terra.

      Os primeiros capítulos da Bíblia são uma grande catequese de importância capital, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica. Eles nos dão a resposta às grandes perguntas da humanidade: De onde viemos? Para onde vamos? Qual é a sua origem? Qual é o nosso fim? De onde vem e para onde vai tudo o que existe? Porque estas duas questões de origem e do fim são inseparáveis. (Veja Catecismo da Igreja Católica nº 282).

Com a Bíblia na mão encontraremos as respostas certas a estas questões existenciais.



Dom Ceslau Stanula CSsR.
Bispo de Itabuna.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Agosto mês vocacional

Mês Vocacional

O mês de agosto, para a Igreja no Brasil, é o mês dedicado à reflexão e oração pelas vocações em geral e também pelas vocações específicas, que são a vocação sacerdotal e religiosa.
Cada pessoa está chamada a cumprir uma missão na Igreja e na sociedade. Cada pessoa tem o seu papel insubstituível na Igreja e na sociedade. Para cumprir este papel recebe de Deus uma vocação especial.  E assim, para que a humanidade possa crescer e se desenvolver, Deus chama as pessoas para a vida matrimonial e lhes dá uma graça especial para que possam cumprir a sua missão principal de gerar e educar os filhos. Para que não falte na Igreja os missionários e as missionárias, Deus chama as pessoas para a vida religiosa e missionária. Para que não falte na Igreja Eucaristia e os que administrem sacramentos, que são as graças especiais de Deus as quais acompanham a vida do cristão, isto é, Deus chama para a vida sacerdotal.
Assim na grande família de Deus que é a Igreja, todos têm a sua função, sua missão e cada um e cada uma é insubstituível. Se alguém se omite, seu lugar fica mesmo vazio e a família que é a Igreja fica enfraquecida.
A primeira e comum vocação para todos é ser discípulo de Jesus Cristo. Esta vocação foi sublinhada bastante na Conferencia de Aparecida. Pelo batismo somos chamados a conhecer mais a pessoa de Jesus Cristo, conhecer melhor a sua vida e sua missão, e deste maior conhecimento de Jesus nascerá o amor e adesão a sua pessoa. Olhando a pessoa de Jesus, acolhendo a sua palavra, experimentando a sua proximidade no do dia a dia, conheceremos mais o amor misericordioso de Deus que se revela no seu Filho  Jesus.
Todos os cristãos são chamados a esta experiência de Deus, isto é a santidade. Santidade é uma total realização e felicidade  pessoal. A plena felicidade e realização pessoal são possíveis alcançar só na união com Deus que nos criou.
Mas existe também a vocação específica para os ministérios ordenados. Estes são diáconos, sacerdotes e bispos. É uma vocação especial para a função especial na sociedade, a vocação para o serviço.
E assim, os diáconos são chamados e recebem a consagração especial para o serviço da caridade. Os Apóstolos, a se dedicarem livremente e unicamente a pregação da Palavra de Deus sem deixar os necessitados e as viúvas abandonadas, escolherem sete homens prudentes, para este serviço. Impuseram sobre eles as mãos e assim os destinaram para o serviço da caridade em estrita união com os apóstolos. (At. 6,4-7)
Os sacerdotes são colaboradores no múnus episcopal dos bispos na pregação e santificação do povo. São eles que fazem a Eucaristia, que celebram a Santa Missa, que administram principais sacramentos como reconciliação. E os bispos, que devem ter, a vocação para governar, santificar e ensinar as comunidades na fé. Por isso, segundo a mais antiga tradição da Igreja Católica, onde está o Bispo é ele que preside a comunidade, onde está o bispo está a comunidade. Santo Inácio de Antioquia no século I, dizia: “tudo com o Bispo e nada sem o Bispo”.
Assim então os ministros ordenados – bispos, sacerdotes e diáconos -, têm a missão de estarem à frente das comunidades, e desempenhem a sua missão em nome de Jesus Cristo. Ministros ordenados são discípulos e missionários de Jesus Cristo para servir a comunidade. Ser bispo, padre, diácono, não é “status”, mas é o humilde serviço à comunidade. Por isso na Igreja não existe o poder no sentido laico da palavra, o poder na Igreja, a hierarquia na Igreja é o serviço: “Porque o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em redenção por muitos”. (Mc 10.45).
Mas para que não faltem servidores da palavra, orientadores da comunidade e servidores da caridade, o próprio Jesus recomenda: “Pedi, pois, ao Senhor da messe que envie operários para sua messe” (Mt. 9, 38).
A Diocese de Itabuna tem o Seminário Maior onde os jovens se preparam para serem orientadores do povo – sacerdotes. Passam anos no seminário, na escola de Jesus para aprender compreender o povo e lhe servir tanto na mesa da palavra - pregando, ensinando -  como na mesa da Eucaristia -  celebrando a Santa Missa, distribuindo a Eucaristia,  e confortando na caminhada pelos sacramentos.
Rezemos pelos seminaristas, rezemos para que Deus suscite muitas e santas vocações sacerdotais e religiosas. Colaboremos também materialmente na manutenção e formação dos mesmos.

                                                                                           Dom Ceslau Stanula CSsR
                                                                                        Bispo de Itabuna.

sábado, 14 de agosto de 2010

A Vocação Religiosa

A Vocação Religiosa é um dom para a Igreja e um sinal para o mundo. Os religiosos são consagrados a Deus para servi-lo e para servir os irmãos e irmãs. Este serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o Carisma de cada Congregação religiosa e de cada membro da mesma como um dom, como um modo próprio de ser e agir. Esse dom dado pelo Espírito torna a pessoa  apta a  realizar determinada missão.
O jovem vocacionado ingressa em uma família religiosa conforme o carisma pessoal e de acordo com o Carisma da Instituição que ele escolhe para uma missão específica.

Os Religiosos são homens e mulheres que ouviram um dia o chamado de Deus  para colocarem suas vidas a serviço, em total entrega a Deus e aos irmãos e irmãs. São chamados a deixarem tudo: casa, família, propriedade, bens, e livremente ingressam numa Congregação ou Ordem religiosa. Professam os Votos de pobreza, castidade e obediência.

Pobreza aqui quer ter o significado de capacidade de desprendimento de si mesmo,  não ter nada de próprio, para que, livre dos bens materiais, na liberdade interior, possa ter Deus como o Tudo, único bem, o Absoluto de sua vida.

Castidade é, além da renúncia livre do matrimônio, ser capaz de ofertar seu coração e todo o seu ser a Deus, numa abertura de amor mais ampla, livre, um amor oblativo, a Deus e nele, a todas as pessoas, numa entrega amorosa na missão que assume como projeto de Deus para sua vida.

Obediência: Busca constante da vontade de Deus, para melhor servir. A obediência a Deus passa por mediações: A Igreja, a Congregação religiosa na pessoa dos superiores e à fraternidade.
Ela se dá através de um íntimo relacionamento com Deus, na abertura e confronto aberto, maduro e sincero entre os membros.


A Origem da Vida Consagrada

O Fundamento da Vida Consagrada é Jesus Cristo. Ele que sendo de condição divina não quis viver segundo a glória que tinha, mas se esvaziou, veio a este mundo, tornando-se um de nós, e em atitude de humildade se entregou até à morte e morte de Cruz (cf fil 2, 1-11s). É  Ele próprio quem faz apelo para o seu seguimento:  “Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis escolher e foram até Ele” ( Mc3,13); Constituiu o grupo dos doze para que ficassem com Ele... e os enviou a pregar, com poder de expulsar os demônios e realizar a mesma missão que Ele realizava.

Além do apelo aos discípulos e aos doze, lança convite ao jovem rico, e como condição da vida em perfeição manda deixar tudo, vender os bens e dar aos pobres, isso seriam as condições para o seguimento. E Fala de alguns que renunciam à vida conjugal e abraçam o celibato por causa do Reino de Deus (Mt 19, 12 a 21).
Também São Paulo Apóstolo fala que escolheu viver sem casar para facilitar a missão (1cor 7, 7)
Nos primeiros tempos do Cristianismo temos o testemunho de homens e mulheres que viviam sem casa em vida de oração e serviço a Deus e aos pobres, bem como o testemunho dos mártires e das virgens que escolhiam morrer preservando a virgindade.

A Vida Religiosa surge  como sua primeira forma, no  séc III e IV  com os Monges do Deserto que buscam viver em oração,silêncio, penitência, jejum e trabalho (Santo Antão, São Basílio, São Pacômio), Mais tarde, São Jerônimo, Santo Agostinho, São Bento. No Séc.XII e XIII São Francisco de Assis e São Domingos, chamadas Ordem dos Mendicantes e a Ordem Feminina, com Santa Clara de Assis.

Assim a Vida Consagrada se expandiu sempre mais através das Congregações Religiosas de Vida contemplativa e ativa. Hoje a ela é  chamada a viver sempre mais comprometida com o profetismo, no anúncio, na denúncia, na renuncia e no testemunho, assumindo a fidelidade dinâmica e criativa que lhe é própria, vivendo a radicalidade do batismo, dentro dela mesma, na Igreja, na sociedade através de sua opção preferencial, audaciosa e atualizada pelos empobrecidos e excluídos da sociedade,vivendo a missão de Jesus, sendo sinal para o mundo, anunciando o Reino de Deus. Por sua natureza ela é profética e sempre é chamada a radicalizar seu jeito de viver e anunciar o Evangelho com seu próprio jeito de ser.

É Jesus a sua força, seu sustento, seu alento, sua luz; por isso o Consagrado busca na palavra de Deus, na oração contínua e na Eucaristia o vigor e as graças necessárias para continuar servindo a Deus e aos irmãos e irmãs com alegria, coragem e esperança

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Trezénario de Santo Antônio de 1° á 13 de junho de 2010

PARÓQUIA SANTO ANTÔNIO
DIOCESE DE ITABUNA
TREZENÁRIO DE SANTO ANTÔNIO

01 á 13 de junho de 2010

PROGRAMAÇÃO

TEMA: DOCUMENTO DE APARECIDA – PROPOSTA INOVADORA E DESAFIANTE


DIA 01-06 (terça-feira)

7h00mim – Missa

19h00mim –

A VI CONFERENCIA DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO E CARIBE- Novo passo no caminho da igreja

Dia 02-06(quarta-feira)

7hs00mim Missa dos homens

19hs00mim
DOCUMENTO DE APARECIDA- Discípulos Missionários de Jesus Cristo para que n´ele nossos povos tenham vida .
Dia 03-06 (quinta-feira)

7h00mim – Missa Corpus Christi

19hs00mim
Uma Igreja em estado permanente de missão

04-06 (sexta-feira)

19hs00mim –
Jesus Missionário

05-06 (Sábado)

19hs00mim-
Igreja Missionária

06-06 (domingo)

07hs00mim Missa

9hs00mim Missa criança

19hs00mim
 Discipulado e missão

07-06 (segunda-feira)

19h00mim

Experiência pessoal de fé

08-06(terça-feira)

7hs00mim missa

19hs00mim

Seguimento de Jesus

09-06 (quarta-feira)

7hs00mim missa dos homens

19hs00mim

Vivencia em comunitária

10-06 (quinta-feira)

19hs00mim

Formação Bíblica- Teológica

11-06 (sexta-feira)

19hs00mim

Compromisso Missionário da comunidade

12-06 (sábado)

19hs00mim

“Fica conosco Senhor...” (Lc 24,29)

13-06 (domingo)

06hs00mim Alvorada de fogos

07hs00mim Santa missa

10hs00mim Santa missa

16hs00mim Missa Campal em seguida procissão

Realização :
Padre Edvaldo Borges Marques,


Pastorais,Grupos e Movimentos